sábado, 12 de Dezembro de 2009

PPA - Partido Pelos Animais

A todos quantos (intencional ou acidentalmente) visitarem este humilde espaço, lembro/informo que vai ser finalmente formado o PPA - Partido Pelos Animais, que espero venha a dar-lhes "a voz" que a natureza não lhes deu, e que consiga fazer de facto valer os seus direitos, retirando-lhes o estatuto de "coisa", à luz na nossa retrógrada lei.

Já é possível fazer a pré-inscrição no site:

http://www.partidopelosanimais.com/

domingo, 15 de Novembro de 2009

Depeche Mode

Quase com a certeza de que este foi o último concerto de Depeche em Portugal, aproveitei-o com entusiasmo redobrado, e adorei.
No entanto, não me ter emocionado como em Berlim, diz-me que a entrega da banda também não foi a mesma. Ou seja: para nós foi "o" concerto. Para eles terá sido "mais um" desta tourneé que já conta umas dezenas. Foi mais curto cerca de 40 minutos e sem o ritmo que os alemães e polacos impuseram à banda.
Apesar de o Dave estar (felizmente) em melhor forma física agora, actuar num pavilhão não é o mesmo que actuar num estádio em que dezenas de milhar de fans o impelem ao limite.
E os solos do Martin...geniais!

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Vacation

A anunciada, malfadada, enfatizada crise, alterou o quotidiano deste país, neste verão, de uma forma no mínimo, estranha (acho que não só no norte).
A produção está parada. São zonas industriais inteiras onde não se vê uma alminha sequer. Parecem paisagens dos filmes de cowboys com os novelos de ramos a rebolar pelo chão. Corticeiras, metalúrgicas, gráficas, têxteis...tudo parado no mês de Agosto. Nunca tal cenário tinha visto. As empresas decidiram parar em vez de trabalharem a 80% durante o ano inteiro. Cá por mim, nunca o faria, mas enfim, eles lá sabem (só espero que todas reabram depois das férias).
Por outro lado, o trânsito caótico (as horas de ponta são o dia todo), filas nos acessos às praias e zonas de lazer. Pois, se está ao mesmo tempo tanta gente de férias, em algum lado terão que estar!
Pelas 19 horas de hoje, quando decidi procurar um auricular para o blackberry, encontrei uma MediaMark muito povoada, uma Worten com filas enormes nas caixas (que me levaram a desejar não o encontrar) um shopping cheio e o Continente a abarrotar.
Conclusão: o nosso poder de compra está bem e recomenda-se (ao menos isso).

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Look at me...


Pois, vejam como já ando. E a sensação é booooooa!
Não tenho tempo para mim...não tenho hipótese alguma de "postar" ou visitar os meus blogs favoritos, mas felizmente é por uma óptima razão...ando a trepar pelas paredes, e a vista lá de cima é o máximo.

Beijinhos a todos(as)

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Dejá vu

Alguém me perguntava: "porquê ver os Depeche em Berlim, se um mês depois estavam na Bessa?". Voílá...ficou respondido! (Não que tenha sido por precaução, mas sim porque existia essa promessa cá em casa.)
É o 2º cancelamento a que assisto: o do Estádio de Alvalade e hoje o do SB/SR. Lá tenho de ir de novo buscar os meus euritos, depois de ter comprado bilhete em Nov 08.
Desta vez a justificação é de que o Dave Gahan teve um problema muscular numa perna no concerto de Bilbao. Apesar do desânimo, espero que assim seja e que nada tenha a ver com o recente problema cancerígeno do vocalista.
No entanto, quando anteontem soube na FNAC que ainda havia muitos bilhetes à venda, e comparando com o facto de não haver um único bilhete disponível para o Estádio Olímpico de Berlim (e vários outros), a ideia do cancelamento passou-me pela cabeça...
Em resumo: em Portugal, acho que não mais os veremos.
(acaso esteja enganada, espero que se lembrem do detalhe de não os contratarem em época de festivais em cada esquina)

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Sorry, I´ll be back

Não tinha paciência para relatos e desabafos, porque estava demasiado ocupada a gerir a minha desocupação. Agora estou demasiado ocupada a recuperar o tempo perdido.

Lamento informar, mas eu volto.
É só estabilizar...

sábado, 13 de Junho de 2009

Berlín

Sony Center na Potsdamer platz

Alexanderplatz

Portas de Brandenburg (e eu!)

Juro que faço sempre um esforço por achar que evoluímos nos últimos 20 anos o suficiente para que nada nos possa surpreender no estrangeiro. Deve ser porque encontro a H&M, a Zara ou o McDonalds em todo o lado, e isso lembra-me a zona onde moro. Mas as diferenças são muito maiores e há cidades que para além das diferenças estruturais, nos dão grandes lições de civismo, organização, higiéne, enfim...
Em Berlim, para além de me fascinar tudo o que vi (do histórico antigo, ao ultra moderno), surpreendeu-me o que não vi, a saber:
- Um único animal abandonado ou maltratado.
- Um único arrumador de carros.
- Um único prédio a cair aos bocados.
- Um único mendigo.
- Pessoas a atravessar no semáforo vermelho (mesmo que não se aproximasse um carro)
- Ninguém a roubar os chocolates expostos no exterior de lojas.
- Ninguém a tentar meter-me a mão na carteira ao passear pela cidade de dia, à noite ou de madrugada.
- Ninguém a impacientar-se ou a desrespeitar a sua vez nas filas para comprar cachorros ou cerveja na porta do Estádio Olímpico.
- Ninguém a fumar ganza nos jardins exteriores ao estádio, enquanto aguardavam durante várias horas.
- Ninguém a reagir mínimamente ao ser expluso do concerto por excesso de bebida.
Num estádio com 120 mil pessoas, preparar o nosso próprio hot-dog, num dos vários bares espalhados pelo recinto é procedimento normal e levado a cabo sem atropelos. Como e quando será tal possível entre nós?

Restaurante na Friedrichstrabe

Estádio Olímpico, 4 horas antes do concerto.

Quanto ao concerto, foi o esperado, ou seja: em GRANDE...em BOM! Resta-me esperar que nada se complique no estado de saúde do Dave Gahan, que foi operado há cerca de 1 mês devido a um tumor, e que Portugal nao seja também afectado com o cancelamento do concerto no Bessa. Seria triste para mim, porque já fui "vítima" de um cancelamento no Estádio Alvalade, mas óbviamente muito mau para o Dave. Aí vai uma amostra...
(Quanto à viagem, tal como temia, foi atribulada devido ao mau tempo, mas essa parte é para esquecer...mesmo)

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Check in

Porque será que fazer um check-in online para uma viagem na próxima semana me está a custar horrores? Será porque são 4 os aviões? Há coisas de que gostava que nenhuma tragédia me lembrasse, como por exemplo que aquelas coisas andam no ar, sem nada que as segure!!
Alguém me diga que o aviões da Luftansa são os mais seguros do mundo, s.f.f.
Há dias, distraí-me a viagem toda a comer. Desta vez, voltarei ao Porto (assim espero) com pelo menos, mais 3 Kg.

segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Dalí










Visitar a casa de Salvador Dalí , era um sonho antigo. Não porque admire o ser humano que foi (bem longe de assim ser, pelas mais variadas razões), mas pela sua genial loucura criativa...pela sua pintura, pela sua vasta obra. Pisar o mesmo chão, tocar nos seus sofás, encostar-me às suas oliveiras, ou apreciar a mesma linda paisagem, superou as minhas expectativas. A união das 7 barracas de pescadores que deram origem à mais do que original casa, resultou em recantos só imagináveis por um artista daquela categoria.

Tinha lido na net que a visita não era guiada, o que apesar de estranhar, me agradou imenso. Porém, a situação era bem diferente: cada piso da casa tem um guia e todos tratam de acelerar a visita, atendendo a que entram apenas 8 pessoas a cada 10 minutos. Ora, para que quem vai entrando não se encontre com quem lá está, há que despachar (e rentabilizar). Para azar meu, calhou-nos um grupo de franceses que não se detinham em pormenores e os guias aproveitaram.
O desejo de "sentir" o espaço, não passou disso, no que respeita ao interior da casa. Nos jardins e zona da piscina, é permitido permanecer o tempo que se quiser (ao menos isso), mas mesmo assim soube-me a pouco e (como sempre) reclamei. Adiantou? Claro que não!

Mas a chuva vingou-se por mim, embora nos inocentes. Já tardava, atendendo ao céu carregado, mas temperatura amena. Deixou-nos permanecer nos jardins e zona da piscina o tempo que nos apeteceu e largou as primeiras gotas quando voltámos ao carro. A partir desse momento até à entrada no avião 4 horas depois, choveu torrencialmente.

Se o S. Pedro também "opera" na Costa Brava, gràcies!

domingo, 17 de Maio de 2009

Girona








Apesar de a viagem ter sido programada ao pormenor em termos logísticos, não fazíamos a menor ideia de que iríamos encontrar Girona em festa, ou melhor, com duas festas (uma diurna e outra noturna), a saber:

Dia: Decorria a 54ª exposição "Tiempo de flores", em que todos os monumentos, pátios, jardins públicos e privados, ruas, troncos de árvore e até o rio, são ornamentados com os mais bonitos e originais arranjos florais e outros adereços coloridos.
Os turistas e habitantes são convidados a participar na festa, com a entrega nas esplanadas de papéis coloridos para que façam as suas flores e as insiram na paisagem. Lindo!


Noite: Após algum tempo de recolhimento, em que ruas e esplanadas estavam desertas, a cidade voltou à rua numa euforia desmedida. Motivo: o FCBarcelona conquistou a Taça do Rei e pelos vistos, toda a Catalunha esteva em festa.
Foguetes, petardos e (pareceu-nos que) até tiros, tudo valeu!


No dia seguinte (que continuava nublado, mas quente e sem chuva) apetecia-nos continuar a ajudar a florir a cidade, mas o nosso destino era a casa do génio Dali em Port Lligat, cujas fotos vêm já a seguir.

domingo, 10 de Maio de 2009

I'm back


Lembram-se de me ter referido a um novo projecto profissional?
Violá! Demorou, mas concretizou-se.

É que isto de ficar desempregada aos 47 anos, no ano (d)A CRISE, é coisa para matar alguns neurónios.

No final do mês recomeço a minha carreira, com as baterias completamente carregadas.
Entretanto, para comemorar e fechar em beleza a época de ócio, vou amanhã de novo até Barcelona, desta vez com direito a deslocação a Port Lligat (Cadaquès), para visitar a casa-museu da minha grande paixão: Salvador Dali.

Prometo mostrar fotos.

domingo, 29 de Março de 2009

Kimmo Pohjonen

Vi-o há tempos na Casa da Música e fiquei fã de imediato.Desde essa altura, apetece-me com frequência revê-lo e reouvi-lo.
Jamais teria imaginado ouvir um acordeão neste registo. O concerto foi muito intenso, mesmo estando o Kimmo em palco apenas acompanhado do instrumento e de fabulosos efeitos sonoros e visuais.
Este vídeo é de um outro concerto de características semelhantes, embora mais pobre em termos cénicos, mas que abre de imediato o apetite para ouvir...e ver...e ouvir...



Gostaram? Claro que sim!

terça-feira, 24 de Março de 2009

Ladybird

A joaninha que hoje perturbou insistentemente a minha tarde (sim, eu sofro de insectofobia), devia achar que eu era da família, ou, tendo em conta as proporções, o seu universo.

Sendo o motivo da atracção, a cor vermelha do fato de banho, já decidi:


- Vou trocar por um "cor de pele" ;).

sexta-feira, 20 de Março de 2009

15 beautiful years

Tenho consciência de que falar/escrever frequentemente sobre o cão, sendo mãe de um LINDO rapaz de quase 24 anos, e elemento de uma família numerosa sobre a qual nunca escrevo, pode parecer injustiça e hipocrisia. Acontece que o filhote não acha particular piada ao facto de a mãe andar a contar a vidinha num blog, pelo que dispensa ser mencionado. Assim pensa a restante família (excepto o meu pai que tem blog )

Já em nome do Doggy João (que também tem blog), posso escrever à vontade. Não se importa, desde que possa estar bem encostado a mim enquanto o faço (...é o caso) .

Falando então dele:
Não tenho nenhum orgulho em afirmar que o comprei, apesar de achar ter sido o dinheiro mais bem gasto da minha vida. Apesar de assim ter sido, foi ele quem me "alertou" para o facto de não ser preciso pagar para ter todo o afecto que estes seres são capazes de dar. Direi até que me envergonho por tê-lo feito, mas não conhecia em detalhe as muitas alternativas ao dispôr.
O 15º aniversário (que completou hoje) não foi tão agradável quanto podia, uma vez que o "presente" que recebeu foi uma limpeza oral que muito lhe custou fazer, atendendo a que, devido à idade, esteve sempre apenas ligeiramente anestesiado. Enquanto ele já deve ter esquecido, por mim, está decidido: não é para repetir.

Apesar de gozar (até ao momento) de excelente saúde, a idade vai avançada e raro é o dia em que não equacione como vou reagir quando "o momento" chegar, e como vou ter que reaprender a viver sem ele.

Posso parecer piegas, mas é assim que o adoro!

domingo, 15 de Março de 2009

Sweet stamp

Este selo não é um selo qualquer, ou melhor, não veio de um sítio qualquer. Veio do blog Nectar da flor, do casalinho: Rebeca e JotaCê, que é um cantinho de amor, como poderão constatar. É por isso, um selo amoroso e doce.



É também com muito carinho que o entrego a quem me vai aturando por aqui, ou a quem me proporciona bons momentos de leitura. Como se destina apenas a 10 blogs, os restantes serão contemplados numa próxima oportunidade.

And the winners are:

Piloto automático
Myself
TeddyLover
Carla
Pena
Anad
Oliver
Micas
Toni
Luna Tic

E agora, meus amigos, façam com ele o que bem entenderem.

terça-feira, 3 de Março de 2009

Fuck it


Será azar (meu e dos meus) ou terá chegado a altura de acreditar em bruxas?


Tinha dito que só vinha aqui quando passasse a má onda, mas como ela não quer passar, tenho que "despejar" umas lamúrias.

Para além da situação do meu pai ainda não estar resolvida e necessitar de novo internamento para "estudo", o dignóstico do meu tio (seu irmão mais novo), é de cancro de pulmão e já faz quimioterapia.

Isto enquanto se tenta "digerir" um falecimento em que ainda não acreditamos. Estava o meu tio feliz da vida a vibrar pelo seu clube e a combinar viagem para no fim de semana ver um jogo importante do neto pelo Sporting, e no dia seguinte o mesmo neto ajudava a transportá-lo à sua última morada.

Hoje, ao sair de estacionamento e inverter a marcha, mando-me de traseira para cima de um carro que estava parado em segunda fila, e que eu juraria a pés-juntos que lá não estava. A pessoa que estava dentro dormitava com febre enquanto o marido foi à farmácia e ía morrendo de susto. Eu vou apanhar um susto dos grandes com o orçamento da minha carrinha e com o agravamento do seguro que pagará a reparação do outro.

É aqui que entra a bruxa ou então um novo par de lentes de contacto.

Dass...

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

No news...bad news

Quando tiver para partilhar algo menos triste e deprimente do que falecimento repentino de um tio, internamento do pai e de outro tio, prometo voltar aqui.
Muita saúde para todos os que por aqui passam.

quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Big challenge

À falta de tema, aproveitei o desafio endereçado ao Piloto automático e fiz o(não muito fácil) exercício, que consiste em responder a 10 perguntas, recorrendo a títulos de músicas de uma banda ou intérprete da nossa preferência. O meu resultou assim, tendo escolhido a banda americana LAMBCHOP (que é o meu agradável soporífero):

1) És homem ou mulher?
Is a woman (Is a woman - 2002)
2) Descreve-te:
Action Figure (Aw C´mon - 2004)
3) O que as pessoas pensam de ti?
Prepared (Damage - 2006)
4) Como descreves o teu ultimo relacionamento?
We never argue (How I quit smoking - 1996)
5) Descreve o estado actual da tua relação?
Interrupted (What another man spills - 1998)
6) Onde querias estar agora?
Under the same moon (Down - 1994)
7) O que pensas a respeito do amor?
Magnificent Obsession (What another man spills (1998)
8) Como é a tua vida?
I'm a stranger here (???)
9) O que pedirias se pudesses ter um desejo?
Four pounds (less) in two days (Aw C'Mon - 2004)
10) Escreve uma frase sábia.
Women help to create the kind of men they despise (Aw C'Mon - 2004)

E pronto...quem tiver paciência e tempo e achar piada à ideia, pode considerar-se desafiado.

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Challenge

Aceite o desafio da Teddylover, passo a enumerar 8 desejos que gostava de ver realizados em 2009.

E os principais são:

1 - Concretizar com sucesso, elevadas perspectivas profissionais em curso.
2 - Emagrecer 10 quilos.
3 - Dedicar-me com afinco ao exercício físico.
4 - Saúde de ferro, para mim, família e amigos.
5 - Manter equilíbrio financeiro (apesar dos alarmismos de crise).
6 - Conhecer "the special one".
7 - Que o concerto dos DepecheMode em Berlim seja fenomenal.
8 - Que os 4 aviões em que vou viajar aterrem em segurança.

N.B. Havia mais para mencionar, mas as regras do desafio não permitem.

E as próximas 8 "vítimas" são:


Obs.: Não esquecer de mencionar quem o passou, e a quem o vai passar (regra)

sábado, 3 de Janeiro de 2009

Crisis ?


Depois do que o 2º semestre de 2008 me fez passar, ter perdido o telemóvel (novo), com muitos contactos que não tinha gravados em nenhum outro lado, muitas mensagens a que ainda não tinha respondido, muitos telefonemas para fazer e receber, a escassas horas da passagem do ano, era o mínimo que me podia ter acontecido para considerar o ano: lixado até ao fim.

Mas (como quase sempre), encontrei o lado positivo do sucedido, ou seja: verifiquei com alegria que em Portugal não há crise económica de espécie alguma.

Para conseguir pedir uma 2ª via do meu cartão e comprar um novo telemóvel, tive que enfrentar enormes filas de trânsito para entrar em qualquer centro comercial. Mas não...o pessoal não andava só a passear as crianças em local abrigado. Faziam-se compras...muitas compras, numa histeria igual ou superior à das vésperas de Natal, em nome das promoções/saldos. Sacos cheios do essencial e do supérfluo.

Quem disse que somos um povo triste e pessimista? Venham Natais e saldos e nós mostramos o que valemos. É só rir! Dinheiro é coisa que não nos falta, seja ele de papel, metal ou de plástico a juros. Não há discurso presidencial de ar grave e sério que nos assuste. Para nós, crise é uma "tanga".

P.S. Onde andará o meu telemóvel?

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Juan Muñoz





Prefiro pintura à escultura, pelo quanto me faz sentir próxima do autor. Saber/pensar que da imaginação à concretização não houve nenhuma outra mão a tocar na obra (como acontece em muitas esculturas), fascina-me.
Confirmei esse sentimento ao estar em simultâneo perante telas e esculturas de Salvador Dali ou de Miró (os meus favoritos). As peças são muito interessantes., mas as pinceladas na tela emocionam-me.

Das exposições que visito regularmente em Serralves, muitas me têm desiludido, por se tratar da tal arte que carece de explicação (deve ser muita areia para a minha camioneta), porque não a entendo. No entanto, muitos artistas me extasiaram, como a Paula Rego por exemplo de quem me tornei fã(zíssima). Um quadro que lá não esteve, mas que o Joe Berardo tem: "The barn"...louco mesmo!

De entre as exposições que lá estão patentes neste momento, a de Juan Muñoz, não deixa ninguém indiferente. O museu ganhou vida e a dimensão das figuras insere-nos rapidamente no quotidiano que representa. Os jogos de sombras são magníficos, o que demonstra a competência e o respeito pelo autor, por parte de quem deu continuidade à divulgação da obra.



Nota: Há algum tempo atrás, a peça eleita pelo Porto 2001 para o Jardim da Cordoaria: "Treze a rir uns dos outros", recebeu a visita dos esperados (digo eu!) vândalos, que despejaram nos rostos das figuras, sprays de tinta azul (coincidência??). Teria nascido aqui o termo: "dar pérolas a porcos"??? Hummm...

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

For all of you


Aos 3/4 anos, vivi no alentejo, o enorme desespero de ver desaparecer pela chaminé da cozinha, o menino Jesus, após me ter deixado o triciclo que tanto desejava (nessa época era ele quem distribuía os presentes e não o farto Pai Natal). Anos depois, foi-me explicada em detalhe, a manobra levada a cabo pelo meu pai, mas a emoção que senti, ainda hoje recordo e me comove.

Na adolescência, o confortável calor na casa e dos corações de uma família unida, já não eram suficientes para me alhear do facto de que, naquela noite, havia gente sem casa, sem família, amigos e alimentos. O facto de (sempre que possível) o meu pai convidar alguém nessas condições para partilhar da nossa ceia, lembrava-mo ainda mais e o nó na garganta só era desfeito quando me recolhia para desabafar, chorando.

Sentia a noite de Natal como aquela em que obrigatóriamente a família estaria reunida e em paz. Como se fosse apenas e só a sua festa, a consolidação da corrente. Assim se manteve até que um dos elos mais importantes partiu.
Nenhuma corrente resiste à falta de um elo. Pode soldar-se, mas fica para sempre fragilizada.
A minha mãe adorava os preparativos para o Natal (que começava em Agosto/Setembro...).

Somos muitos, esforçamo-nos pela união, mas passei a encarar esta quadra, como a representação do ambiente que se viver nos restantes dias do ano...sem hipocrisias.

Desde há uns anos, convenci a família a não trocarmos presentes. Prefiro carinho, atenção e dedicação todos os dias. Não há nada de material que me compense ou aceite, se este lado falhar.

Toda esta conversa para deixar aqui a todos os bloguistas que por aqui passam, os meus votos de que tenham um Feliz Natal, independentemente da forma como o encarem.

Um beijinho enorme (embora virtual) em todos vós, mas não diferente daquele que vos deixo durante o ano. Um beijinho é um beijinho.

P.S.: Sorrisos - para ti também um sorriso, ok?


terça-feira, 11 de Novembro de 2008

I´ll be back

Pois meus amigos, venho contar a razão da minha ausência, o que se para alguns dos que por aqui passam será "cagativo", para uma ou outra pessoa poderá ter um mínimo de interesse.

De facto, o que me afasta é nada mais/nada menos do que uma preguiça inexplicável, uma inércia aterradora, apenas justificável pelo síndrome "não-sei-das-quantas" que um médico me diagnosticou certo dia, e que tem a ver com a ausência de stress. Isto porque durante anos, ao fim de 2 ou 3 dias de férias (quando conseguia afastar-me mentalmente do trabalho), ficava com dores nas articulações, idênticas a estado gripal. Em paralelo, ficava desmotivada, irritável, impaciente, insatisfeita. Nenhum destino de férias me afastava os sintomas, por muito bom que fosse. Quando por fim estabilizava, era hora de voltar ao meu amado stress.

Ora, como já partilhei aqui, passei no início de Agosto a integrar a imensa lista de desempregados deste país. Desde essa altura que duram as negociações com uma empresa, que se estão a arrastar no tempo mais do que esperava, e a atrasar-me noutros caminhos. Assim, o meu síndrome "não-sei-das-quantas" agudiza-se, tira-me a vontade e a inspiração para fazer o que mais gosto (e mais faço) quando estou sob stress (pintar, ler, escrever, sair com os amigos, etc...).

Ou seja: quando os neurónios fervilham, todos os programas são benvindos, os hobbies praticados, os minutos aproveitados. Quando não são acordados, espicaçados (e logo os meus que são alentejanos), ficam apáticos, letárgicos...dass!

Mas quem disse que isto não muda? Ein? Raios me partam... (ai, não! mais um raio não!)

quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Nothing can stop me...

Imagino que já conheçam este vídeo, mas nunca é demais rever. Este é para os que dizem que os cães não têm inteligência...que só aprendem por repetição do que lhes é ensinado...blá, blá, blá. (e a expressão dos amiguinhos...)

quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Tour of the Universe

Como que para nos compensar de um cartaz algo pobre, no regresso ao Porto em 2008 do festival SB/SR, em 2009 temos, imagine-se: os Depeche Mode no dia 11 de Julho.
Os 200 "fan tickets" esgotaram em poucas horas, quando colocados à venda no passado dia 10. Estas 200 pessoas (incluindo o meu filhote), vão poder ter os meninos a escassos metros. Destes já não consegui, mas atendendo a que o preço só se mantém até Janeiro, e também a que o Estádio do Bessa não é assim tão grande, já me aprovisionei, o que desde já recomendo.

Os alemães colocaram em pré-venda os bilhetes no dia 7/10 para o concerto de 10.06.09 e no dia 8/10 já tive dificuldade em escolher um bom lugar no Olimpiastadion em Berlim, visto que meio estádio estava comprado. Hoje, bem cedo já o DHL me trazia o bilhetinho.

Estão todos bem guardados (não vá dar-lhes o bicho do papel...). É que de facto, ainda falta um tempinho!



domingo, 7 de Setembro de 2008

Too smoke on






Dizer que a Red Bull Air Race deste ano foi de novo um espectáculo brutal (como sempre são estas corridas) não seria suficiente para descrever o acontecimento.

No que respeita a local para assistir, sou uma privilegiada, atendendo a que a casa do meu pai fica situada precisamente na marginal do rio Douro, em Massarelos, num 3º andar alto, de onde se avista quase todo o percurso da prova.
Mas não é só à emoção da prova que me quero referir, nem ao quando é fantástico ver 700 mil pessoas espalhadas pelas margens, nem ao facto de poder ter visto os melhores pilotos do mundo mesmo ali pertinho, simpáticos e sorridentes ao mudarem do helicóptero para o barco que os levou ao pódio.
Mais uma vez, na minha perspectiva, a grande vencedora do evento é a extraordinária beleza das cidades do Porto e Gaia. Se visualizarmos imagens desta competição noutros lugares do globo (aqueles que nos fica tão caro visitar), onde encontramos tamanha beleza? O rio como um canal por entre duas cascatas, as pontes como adornos, a vegetação circundante distribuída como se por obra de arquitecto paisagista...enfim, a paisagem perfeita, única, que tenho a certeza de fazer as delícias também dos pilotos e da organização.

Seja o que fôr que se realize entre a ponte de D. Luís e a ponte da Arrábida, ganha uma força e uma beleza indiscritíveis, por toda a envolvência.

Para o ano há mais do mesmo.

Nota: Obrigada Domingos pelas magníficas fotos.

terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Good afternoon

Depois de quinze dias que de descanso tiveram muito pouco (há quem lhes chame de férias), resolvi passar uma tarde comigo mesma, sem horários ou destino definidos.

Peguei na máquina fotográfica e no livro comprado ontem, e saí sem decidir qual dos dois iria querer usar. Usei ambos, afinal.

No Museu de Fotografia do Porto, apesar de não se poder fotografar a exposição (faz sentido), podem recolher-se imagens do curioso edifício da Cadeia da Relação. Apesar das obras de renovação e adaptação, continuam fortes as marcas do passado, o que provoca uma sensação de pesar pelos que ali mereceram (ou não) permanecer.



Estando a tarde a meio, em que local lanchar? Humm...a Rota do Chá ali tão perto! Passeio curto pelos "Leões", "Carlos Alberto" (nomes mais comuns), Cedofeita, e logo ali a Rua Miguel Bombarda, onde as galerias de arte nascem como cogumelos (felizmente).

O rés-do-chão da galeria Artes em Partes, era o local ideal para passar o resto da tarde, lendo o meu livro, ouvindo uma música relaxante vinda do interior (visto que preferi o magnífico jardim das traseiras, decorado com estatuetas e mobiliário oriental).
Um chá earl grey (gelado) e uns scones quentinhos com doce de tomate e de pêssego fizeram-nos companhia (ao livro e a mim).

Tardinha boouuaa!!

quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

No name

Estarão já a pensar: "pronto lá vem a lamechice pelos animais". Mas o facto é que não posso deixar de divulgar casos a que não consigo ficar indiferente, procurando ajudar aqueles que não têm como se expressar, neste caso e mais vez, uma cadelinha.


Ora cá vai mais um apelo:

Ontem olhei para o jardim de uma moradia mesmo junto a minha casa, de onde se ouvia o ladrar de um cão pequeno.

Como eu personifico a lei de Murphy (em que tudo o que tiver de acontecer de mal, acontecerá), lá veio mais um dissabor.

Lá estava uma pequenina caniche branca, suja, presa a uma casota de cimento com uma corrente que pouco mais teria do que uns 70 cm.

Falei com alguém que passava e de imediato soube que o dono da casa enviuvara há pouco e se encontra bastante doente. Para além disso, a cadelinha nem é sua, tendo sido ali deixada por uma pessoa que emigrou há pouco.
Passado algum tempo e algumas voltas, acabei por saber que a pessoa em causa passava do outro lado do passeio, pois estará cá de férias.
Diriji-me à jovem que me confirmou as informações (mostrando-se algo insatisfeita com a interpelação). Disse-me que estivesse descansada que todos os dias alguém lhe ía dar comida e água e que a corrente era comprida, mas a cadelinha a enrolava. Claro que, à medida que ela falava, a minha indignação aumentava. Até que ouvi a frase aterradora: "A minha mãe até já me aconselhou a mandá-la abater, mas eu não concordei". Arrepios...
Mas que mal teria feito a bichinha para merecer tanto castigo e a pena de morte?
Claro que eu teria um monte de perguntas para lhe fazer a seguir, mas tive consciência de que a vítima seria o pobre animal. Assim, perguntei apenas: - Se eu arranjar que fique com ela, você dá-a? Resposta: - Posso dar, desde que seja alguém que a trate bem!!! A frase seguinte só podia ser: - Olhe, melhor do que você a tratou e está a tratar, qualquer anormal fará!. Mais uma vez tive que "engolir esse sapo", e responder apenas: - Combinado, então eu vou procurar dono!.

E pronto....cá estou eu a procurar um(a) dono(a) responsável e carinhoso(a) para uma pequerrucha amorosa (tem menos de 1 ano de idade), comprometendo-me (como vai sendo hábito), a ajudar no que estiver ao meu alcance, como contribuir em visita ao veterinário, tosquia e banho, deslocação, etc. (lembro que isto se passa em Vila Nova de Gaia).

Notas:
1 - O Gaspar, de que falo num post abaixo, já tem uma nova família, onde está feliz e tem espaço para brincar. Espero que tenha sido a última rejeição da vida dele.
2 - A gatinha de que falei no post de 07.03.08, a que foram literalmente arrancadas as patas da frente, acabou de ter uma ninhada, ou seja, mais uns quantos gatinhos para "carne para cão". E eu que pensava que a bichinha não tinha resistido pois não a vejo há meses...(contaram-me)c

sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Night eternal

Que me perdoem os eventuais admiradores dos Humanart.
- Meus amigos, aquilo não é música...aquilo não é nada! São decibéis aos montes e aos atropelos. Chamam-lhe black metal. Podiam chamar-lhe outra coisa qualquer, eu chamo-lhe apenas ruído.O espaço do Complexo de Ténis da Maia, só encheu por completo na 2ª parte, mas para ver e ouvir quem? Os Moonspell, of course.

Apesar da acústica deficiente de um pavilhão, os meninos brilharam (como sempre) e houve "encore" seguido de "encore", porque o pessoal do norte não faz por menos.
Por mim, estou em fase de aceitação do "Night eternal" (apesar da "Scorpion flower" já estar bem interiorizada), continuando a considerar o "Memorial", o meu álbum preferido.

E pronto...mais um óptimo concerto de Moonspell, de tantos que já lhes perdi a conta.

sexta-feira, 18 de Julho de 2008

Near me

Adoro o sítio que escolhi para viver...adoro música...adoro o cheiro a maresia.
Alguém pensou nestes factores e o que me ofereceu de presente? O Festival Marés Vivas, claro.
Convido todos os que não conhecem a recém remodelada zona do Cabedelo em Gaia, a fazerem um passeio, estacionando o carro e aproveitando a paisagem num passeio a pé. A quem gostar de música, aconselho a não perder as próximas edições do referido festival, que estou certa, de manterá por aqui. Para além do espaço muito bonito e organizado, apresentou este ano um cartaz que (sem ser ambicioso), permitiu aos que passaram a barreira dos 40 (e que se recusam a encostar às boxes), recordar velhos tempos e acompanharem em simultâneo os filhos, fãs de bandas mais recentes.
De Shout Out Louds já nada vi, uma vez que é imagem de marca do meu grupo de amigos chegar atrasado a concertos e eventos. Ouvi ainda no exterior a conhecida "Tonight I have to leave it", e pouco mais.

Aos Sisters Of Mercy o concerto não correu tão bem como desejaríamos, devido a problemas com o som (e com eles mesmos) que não passaram despercebidos. Azar...


Agora quem literalmente trepou pelas paredes foi Peter Murphy. A energia deste senhor de 51 anos faz inveja a muito jovem. Depois de Bahaus mudou o estilo, mas acho que ficámos a ganhar porque é de facto bom...muito bom! É completo.
Ah...sabe-se e sente-se que gosta mesmo de Portugal e da malta...de 0 a 10...9,98 pontos.

sábado, 5 de Julho de 2008

SBSR

A chuva de ontem foi selectiva, ou seja: não caíu enquanto tocaram os ZZ Top (agradeço desde já ao S. Pedro) no SB/SR. Foi um concerto fantástico, que me salvou o 1º dia do festival. Ora bem, velhos são os trapos!




Vi David Fonseca apenas para confirmar: não tenho pachorra (mesmo!), e também não gostei dos Love and Rockets.

De Xutos & Pontapés, já vi vários tipos de concerto, visto que se adaptam bem ao público, ao evento e ao espaço. Mas nenhum de que tivesse gostado menos. Uma orquestra de jazz a tocar com Xutos?

Paragens para alinhar com a orquestra...músicas quase irreconhecíveis..."encore" repetido, e um final para lá de "murcho". Enfim...era desnecessário descaracterizar a banda.
Os fãs que lhes perdoem!
(estaria eu de mau humor pelo facto de querer mais e melhor para o meu aniversário? huumm...)

quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Vacation


Afastada fisica, mas não mentalmente de uma "guerra aberta", esperam-me e espero:

sol (sem abusos)
mar (calmo e morno)
livros (vários a meio)
fotografia (agora, sim!)
tatoo (linda!)
música (marés vivas e outras)
amigos (os melhores)
aniversário (a este nunca falto...é o meu)
...espero ainda encontrar armadura forte para o regresso!

domingo, 22 de Junho de 2008

GASPAR



















Foto tirada no momento em que o entreguei à actual família.

Há cerca de 1 ano, ao entrar na garagem do prédio, o meu filho deparou-se com um pequeno cão, que o seguiu até ao lugar de estacionamento. Alimentou-o, e por não ter coragem de o devolver à rua, deixou-o ficar no interior para que ali passasse a noite abrigado. Na manhã seguinte, o cão não andava pela rua, pelo que pensei que teria encontrado o caminho de regresso a casa, logo que alguém tivesse aberto a garagem. Aconteceu afinal que o animal não mais se afastou da mota do meu filho, o que só detectámos ao final da tarde.

Estava nitidamente carente e não deixava o local onde terá sido abandonado (que pensaria ele dos humanos? que voltavam para o recolher? coitado dele). Por ali andou mais dois dias, até que consegui arranjar para ele uma nova família.

Hoje fui confrontada com a necessidade de procurar um novo lar para ele, atendendo a que, no condomínio para onde a família se vai mudar muito brevemente, não é permitido ter cães.

Não me sendo possível adoptá-lo, visto que o meu cão é dono e senhor do território (também) afectivo que conquistou, sinto um enorme receio de não conseguir valer-lhe desta vez. Não consigo aceitar a ideia de que o pobre animal seja rejeitado mais uma vez, e tenha como destino o Canil ou a Sociedade Protectora "de coisa nenhuma", onde o aguardam: desconforto, parasitas e doença, até à injecção letal.

Por tudo isto, se alguém tiver conhecimento de um lar que o receba, onde seja tratado com a dignidade e carinho que merece, agradeço desde já por ele.

Deixo a minha garantia de que é muito meigo, obediente, esperto e saudável.

sábado, 14 de Junho de 2008

Bad movie

Esclarecendo o tal do "relâmpago" que mencionei em dois posts (e que ainda paira sobre a minha cabeça) contar-vos-ei que viver na pele a extinção de uma empresa a que me dediquei por inteiro durante 25 anos, assume contornos algo dramáticos.

Entrei logo após a formação e estágio, e ali partilhei todos os acontecimentos mais marcantes da minha vida pessoal...todos: os bons, os maus e os péssimos, sem permitir que afectassem o desempenho e a entrega, típicos de quem gosta de trabalhar e trabalha no que gosta.
Por ali passaram ao longo destes anos, pessoas fantásticas (outras nem tanto), pessoas naturalmente simpáticas (as que não eram, disfarçaram bem), bons profissionais (os que não eram, não se integraram), figuras públicas deste país (nada a assinalar), e em todas as fases se viveu harmonia e camaradagem, que foram resultando em amizades duradouras.

Neste momento, partilha-se nos corredores, a revolta, a ansiedade, mas também a esperança de que cada um encontre um novo e favorável caminho, diferente daquele que lhe está a ser traçado.

A todos os colegas e amigos, os meus votos de MUITA SAÚDE e força para caminhar!

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

And nothing else matter

Este ano não fui nem vou ao que resta de Rock in Rio... e este era o meu dia!

Acabei por perder o concerto dos Moonspell e assistir apenas ao dos Metallica, via Sic Radical. Já ruí as unhas, mas não de nervos...foi de inveja pura, das dezenas de milhar que tiveram o privilégio de estar na Belavista.

Eu, que no ano passado no SB/SR, "desperdiçei" uma boa parte do concerto dos Metallica, para ajudar uma adolescente desconhecida (que "sabe-se lá porquê", estava cheia de dores e enjoos), hoje limitei-me ao conforto do sofá...tristeeeee. Mais um despedício.

E o concerto foi magnífico; "a quem sabe, nunca esquece"!
O James (em plena forma física), cantou e tocou como sempre. O guitarrista e o baixista dispensam elogios, e o Lars, para além de ser um dos melhores bateristas que conheço, mantém aquele ar que bem podia ser o do Sr. António da mercearia da esquina...mas com toneladas de talento!

O público não podia ter colaborado mais...fantástico!
E eu aqui...

quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Saudades



À semelhança do que aconteceu no ano passado, não se realizam em 2008 os dois festivais de que mais gosto: Vilar de Mouros e Ilha do Ermal. Gosto pelos fabulosos cartazes que (quase) sempre apresentam, pelos magníficos locais onde se realizam, mas sobretudo pelo ambiente, pelo espírito...pela mística!

No que respeita ao primeiro, e atendendo a que as razões parecem ser político/financeiras, teremos que aguardar o entendimento entre a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros(CDU), e a C.M. de Caminha (PSD).

Quanto ao da Ilha do Ermal, está prometido o regresso, mas só em 2009.

Esperemos (sentados).

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Help them

Com o intuito de tentar ajudar várias pessoas (porque será que são quase sempre mulheres?), que lutam com todas as suas forças e recursos para atenuar o drama causado por todos aqueles que abandonam e/ou maltratam animais, vou passar a dedicar um espaço deste blog, à divulgação dessas indefesas vítimas, que procuram um lar digno, e a protecção de donos sensíveis e responsáveis. Todos eles sofreram já às mãos daqueles que se julgam humanos, mas que são os verdadeiros irracionais.

Por isso, sai a galeria dos meninos bonitos (vulgo, gajos bons!), e entra quem precisa do espaço.

sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Again ?

No ano passado, um empregado de um restaurante de tapas em Barcelona, tentou burlar-me (e aos amigos que me acompanhavam), dizendo "entre-dentes", ao apresentar a conta, que eram mais 7 euros de "taxa de serviço". Como tenho a mania de me assegurar da legalidade das coisas (há quem diga que tenho prazer na reclamação), disse ao indivíduo que pagaríamos a "taxa" desde que devidamente discriminada na factura, que submeteríamos ao primeiro polícia que encontrassemos. Bem...grande confusão se gerou! O que ele tinha dito quase em surdina, passou a ser do conhecimento dos restantes clientes, e a certa altura, o homem tremia (literalmente), ao ver aproximar-se o patrão.

Resultado: os 7 euritos ficaram no nosso bolso, como não podia deixar de ser!
E lá ficámos a achar que a tendência para os espanhóis enganarem os portugueses, continua em vigor, até porque durante a refeição tinha perguntado de que nacionalidade éramos!

Nem queria acreditar, quando hoje, num restaurante em Caminha, se repetiu o cenário. A quantia em causa era agora de 5 euros (há que ter em conta o custo de vida de cada país, pois claro). Lá tive eu que comandar de novo as operações. Mais uma vez afirmei que pagaríamos mediante factura da "taxa de serviço", mais uma vez se desmontou a burla, e mais uma vez os euritos ficaram do lado de cá...sem alarido!
Desta vez ninguém tinha perguntado pela nacionalidade (não era preciso); todos os intervenientes eram portugueses. Mas que Caminha faz fronteira com Espanha, também é verdade. :D

Nota: Ficou o aviso...aliás: 2 avisos! Cá por mim, já vou estando pro...

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

5th Sentence Tag

Depois de ter aberto o precedente de "alinhar" numa corrente, com o tal "selinho/prémio", tenho que aceitar o desafio feito gentilmente pela Mariazinha do blog: Inconfidências da Mariazinha.

Trata-se do "5th Sentence Tag" e consiste em abrir na pág. 123, o livro que estiverem a ler (ou o que estiver mais "à mão") . Aí, procuram as 3 frases seguintes à 5ª frase da pág. Despois é só transcrevê-las para um post. Devem identificar quem enviou o desafio e lançá-lo a outros 5 blogues. Simples...


E retirado de um dos três livros de cabeceira, que nunca mais acabo (ou bem que escrevo em blogs, ou bem que leio), cá vai o meu post:


"Agora lembrava-me. Era um filme de surfistas, que alimentavam o seu vício (por ondas y vagas à la plancha) com assaltos em que íam mascarados de políticos em decadência.
Seria um tsunami?"




Livro: Os surfistas
Autor: Rui Zink
Pág. 123 (claro está)


E o desafio vai para:

Luna Tic

Prof. Dr. Atever

Adanero

E está entregue...


terça-feira, 6 de Maio de 2008

Doggy João

(A foto está muito má, porque um telemóvel não é o dispositivo indicado para o efeito, e a máquina (tadinha), sofreu um acidente que resultou em que algumas pessoas me fossem entregando as várias peças que rolaram pelo chão. Enfim…uma maré que há-de passar!)

Aqui está a tela comemorativa do 14º aniversário desta fofura (pintei a partir de uma foto nossa), que entrou na minha vida para me ensinar, para me revelar o verdadeiro sentido de algumas palavras, como fidelidade e dedicação, por ex.
É calmo, obediente e meigo…muito meigo!
Porque nos conhecemos há tantos anos, atravessou comigo etapas muito importantes, refletindo sempre o meu estado de espírito.
E não digam que um cão não chora!

Arrepio-me só de pensar “no dia”…(e não há dia em que não pense!)

quarta-feira, 30 de Abril de 2008

To you

Contrariando o ditado que diz: "De Espanha, nem bom vento nem bom casamento", eis que uma brisa agradável, em forma de símbolo chega até mim, vinda do blog "Le télèphone pleure", que desde já recomendo.




A intenção é de que o transmita a 7 outros blogs. Ora como leis, regras e normas foram criadas para serem violadas, irei passá-lo a quantos me apetecer.


Cá vai ele (por ordem aleatória):

. Ternura infinita
. Charlielight
. Lua acesa
. O melhor blog sobre nada
. Inconfidências da Mariazinha
. Glórias do Calhabé
. Vertigens
. Vida de casado
. Negra tinta
. Loud Spectator
. Clube do Carteado
. Chocolate aos pedaços
. Escavar em ruínas
. Eu indecisa?
. A casa da Micas


Aproveito para esclarecer que a minha frequente visita a cada um destes blogs, não se deve a questões de cortesia para retribuir comentários, mas sim a merecerem, de facto, o dispendio do meu tempo. A lista de blogs não é extensa, mas inclui sensibilidade, frontalidade, humor, ironia, conhecimento, e um factor comum: talento.


Agora, meus caros, façam com o merecido prémio o que bem entenderem. E já que nunca o "postei" e hoje me apetece, envio um beijo para cada um.


(Adanero: Já que não devo mandar-te o prémio de volta, recebe só o beijo!)

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Good luck, Karkov


Blasted Mechanism


















Vi e ouvi esta noite pela primeira vez o Guitshu no lugar do Karkov e há de facto algumas semelhanças no que respeita à voz...algumas!

A atitude em palco, característica do segundo, foi perfeitamente reproduzida pelo primeiro, e atendendo ao uso das máscaras, "enganaria" os menos atentos. Mesmo assim, um acto de coragem, e um desafio suplantado.

Importante mesmo é manter-se a "filosofia Blasted".
São som, luz, cor, espectáculo, são únicos e são nossos.

sábado, 19 de Abril de 2008

Pain

Os neurónios têm andado demasiado ocupados com outras "lides", razão pela qual o meu querido blog tem estado um pouco mais acompanhado por vós do que por mim. Agradeço desde já às pessoas que mostraram lembrar-se da minha existência.


Ora, podendo ferir susceptibilidades (esta vai ser das que alteram com o acordo ortográfico), apetece-me falar de um tema que muito me preocupa (entre outros relacionados com o não reconhecimento dos direitos dos animais, como o circo, por ex.): a tourada. Embora possa não parecer (chove que se farta), o Verão está próximo e com ele vão iniciar-se os massacres, em nome (hipócritamente) da tradição, quando se sabe que a verdadeira motivação é SEMPRE: euros....muitos euros! É-o nas praças de touros, como o é nas festas e romarias populares.
E tradição neste contexto é o quê? Obscurantismo? Prazer mórbido? Dor? Sofrimento?
Bem...prefiro não entrar em detalhes macabros sobre esta forma de tortura. Prefiro "postar" um vídeo elucidativo.


quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Fonix !!


Pois é, vocês não têm culpa, mas estou irada, furiosa!

Numa semana fui vítima de duas situações que me estão a dar trabalho e a fazer-me gastar tempo e dinheiro, a saber:

- No sábado foi-me furtado na Exponor um PDA, em não mais do que 5 segundos de distracção.

- Recebi duas multas sobre infracções que não cometi. São multas recentes referentes a um carro que vendi há 1 ano, e cujo proprietário não legalizou.

Relativamente ao furto, só me resta aconselhar-vos o óbvio, ou seja: Não facilitem, mesmo que se encontrem num local onde a (eventual) condição financeira de quem vai procurar uma casa para comprar, o afasta do perfil típico do ladrão (eu sei, não há perfil para...). Pensando melhor, se calhar é o método que a besta usa para arranjar dinheiro para a casinha: roubando uma coisinha aqui, outra ali!

Agora, quanto às multas, vou transcrever-vos a resposta que recebi por e-mail da Conservatória do Registo Automóvel, para esclarecer/lembrar quem esteja a pensar vender um carro. O que não está escrito, eu aconselho: o mais seguro é ir com o novo proprietário legalizar no momento do negócio (o que não é viável quando vendemos a um stand, que quer a declaração de venda assinada "em branco"). É que as declarações de que se responsabilizam por multas e danos a terceiros parece não terem valor legal, segundo me foi também informado. Mesmo que a informação esteja incorrecta, não invalida que em caso de incumprimento tenhamos muitos incómodos pela frente.

Aqui vai:

"Após a venda do veículo, o comprador deve regularizar a questão da titularidade no prazo de 60 dias. Nos termos do disposto no n.º 4 do artigo 118º do Código da Estrada, o vendedor também tem o prazo de 60 dias para comunicar à autoridade competente (DGV) a venda do veículo e identificar o adquirente. No caso de este não o fazer no prazo legal poderá ser sancionado com coima de EUR120 a EUR 600.

Passados os 60 dias sobre a data da declaração de venda e se o veículo continuar registado em nome do vendedor, deve este requerer a apreensão da mesma, nos termos previstos na alínea e) do n.º 1 do artigo 162º do C.E., junto de uma Direcção de Viação (necessitando para o efeito de uma informação escrita desta Conservatória em como a viatura continua registada em seu nome).
Terá ainda que preencher o modelo nº 1406 da Direcção de Viação e juntar fotocópias do Bilhete de Identidade e do cartão de Contribuinte, bem como fotocópia da declaração de compra e venda ou uma declaração onde indique o nome e morada do comprador da viatura. O valor a pagar é de 2,5 euros.

Mais informo que só podemos proceder à alteração do registo existente nesta Conservatória mediante a apresentação do original da declaração de compra e venda (devidamente assinada pelo comprador e vendedor) e dos documentos originais da viatura.

Cumpre-me ainda informá-la que por Comunicado de Imprensa de 25/02/2008 do Ministério da Finanças (ponto 4), os contribuintes que tenham apresentado um pedido de apreensão do veículo não serão objecto de liquidações do IUC pela DGCI.
Para tal, deverá dirigir-se ao Serviço de Finanças da área da sua residência, munido do original do duplicado do seu pedido de apreensão, para fazer prova de tal facto."

E pronto...espero ter contribuído para vos evitar maçadas!

domingo, 23 de Março de 2008

To myself

Mais por perto ou bem mais longe do local onde me encontro, vão-se lançando foguetes. Já sinto os neurónios definhar, perante uma das formas mais ridículas que conheço de comemorar seja o que for (tanto serve para celebrações religiosas, como futebolísticas ou outras). A mim, parece-me que serve basicamente para afugentar pássaros, aterrorizar animais domésticos, agudizar uma enxaqueca, ou perturbar a paz de quem pretende apenas descansar o cérebro.
Assistimos com ar incrédulo a certas celebrações das tribos no interior da Amazónia, por ex., e consideramo-nos evoluídos. No entanto, mantemos na era dos telemóveis e da Internet, tradições desajustadas e muito mais nocivas, no que respeita a impacto ambiental. Não será diário ou constante, mas não deixa de ser prejudicial a muitos níveis…digo eu!

E mudando de assunto, para tentar esquecer o anterior (acho que conseguia se não se não fosse o ruído), e já que tenho colocado fotos dos ídolos das amigas como presente (também dos meus, é facto); já que tenho "postado" músicas dedicadas a um ou outro amigo, hoje a música do post é dedicada à minha pessoa. Sim…essa que não conheço assim tão bem, mas de quem gosto minimamente e de quem tenho de me/vos lembrar de vez em quando!

I hope you enjoy it...




sábado, 15 de Março de 2008

Party





Surpresa para o Mike Scott! Ele não contava com um pavilhão cheio (soube poucas horas antes) e nós oferecemo-nos de presente. Uma energia daquelas e um tal talento que resistem ao passar dos anos, merecem-no bem. Ele estava feliz...nós ainda mais!
Tanto quanto soube, nem elaborou alinhamento para o concerto por pretender conhecer-nos antes, e não o decepcionámos...bem pelo contrário!
Os The Waterboys contam com ele e nós contamos com eles por mais uns bons anos, a avaliar pelo concerto de ontem. Fabuloso, de facto!
Contribuindo para a festa, a vantagem deste tipo de música ser muito abrangente, permitiu que fossemos encontrando e reunindo amigos e conhecidos, o que resultou no maior e mais animado grupo do concerto (digo eu)!
E pronto...este concerto passou, mas a agenda promete!

sexta-feira, 7 de Março de 2008

Haja tomates!


Correndo o risco de tornar este humilde blog num diário (espero não), e depois de descrever um dia inesperadamente agradável, aqui estou para registar um dia particularmente triste e de contornos revoltantes.

Estava eu a sair de casa, já atrasada para ir buscar o carro à oficina, quando oiço cães a ladrar agitadamente, sem que conseguisse ver onde, por se encontrarem escondidos por arbustos. Aproximei-me do local onde me parecia existir uma luta, e deparei-me com o horrível cenário de um ataque a um gato por parte de dois cães. Esqueci o perigo de ser também atacada e intrometi-me, o que se revelou tarefa muito complicada, conseguindo a certa altura afugentar os cães. Poupar-vos-ei a detalhes macabros...
Sem carro, sem conhecimento de como se manipula um animal ferido, sem ter por perto quem me ajudasse, com os minutos que me restava para chegar à oficina a passarem rapidamente, o desepero tomou conta de mim.
Deixar o animal em sofrimento e à mercê dos atacantes, era impensável, mas como lidar com tudo aquilo? Como que adivinhando a minha angústia, o pobre conseguiu arrastar-se para local onde dificilmente seria de novo alcançado, ou seja, para debaixo de um carro estacionado, o que se por um lado o protegia, também iria dificultar o acesso a quem pretendesse ajudá-lo. Duas pessoas que chamei ao local foram incapazes de o alcançar. Restava recorrer a quem dispõe (ou devia), dos meios necessários. Assim, enquando corria para um táxi, enquanto o taxista "voava" para me levar à oficina, enquando fazia a viagem de regresso ao local, recorri às seguintes entidades por esta ordem:

(Início da "saga" pelas 17h30m)
- Sociedade Protectora dos Animais do Porto: "Não é da nossa competência. Ligue para o Canil Municipal"
- Canil Municipal de Gaia: - ninguém
- Canil Municipal do Porto: "Não é da nossa área. Ligue para o Canil Municipal de Gaia"
- Canil Municipal de Gaia: ninguém....niguém....ninguém
- Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR: "Não é da nossa competência. Só o canil e só 2ª feira"
- Clínica Veterinária de Coimbrões: "Se conseguir chegar com o animal até às 19, podemos "adormecê-lo", mas ir alguém ao local é impossível e não sei se vai conseguir agarrar o bicho".
- Veterinário Municipal: "Ligue aos bombeiros e levem o animal à clínica "xpto", que eu aviso para lá que vai da minha parte para "isso" ser mais rápido"
- Bombeiros Voluntários de Coimbrões: "Nós não fazemos esses trabalhos. Só se forem os Bombeiros Sapadores".
- Bombeiros Sapadores de Gaia: "Podemos recolher o animal, mas a norma é entregar no canil" Após pedido meu de que fosse para uma clínica, pois no canil ficaria a sofrer até 2ª feira, e após autorização do comandante, acederam, contactaram-me várias vezes para identificação do local e para me informar de que estavam já próximos. Sensíveis e competentes, portanto!
Consegui finalmente ajuda. Chegámos ao local ao mesmo tempo, tendo sido incansáveis na busca que fizeram, pois o gatinho tinha desaparecido. Soubemos que os cães tinham voltado e sido afastados pelo menos duas vezes, enquanto o auxílio não chegava. Receio terem conseguido o objectivo.
Final da "saga" pelas 19h30m.

Ficou assim confirmada mais uma vez a ineficácia de organismos que supostamente existem para defender minimamente os direitos dos animais, e dos que subsistem à custa da existência dos mesmos. Lamentável...Se é para que trabalhem tarde, mal ou nunca, que se acabem com os organismos protectores de coisa nenhuma!

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Por aí....



No tempo em que vivemos, a ideia de deixar o carro na oficina, atormenta-nos, e não é só pela conta que teremos que pagar, mas por todos os improvisos que teremos que fazer, perante a falta daquele que tão depressa é o nosso melhor aliado, como o nosso pior inimigo.
Se a isso se juntar o facto de ter que o entregar antes das 9 da manhã no centro do Porto, morando em Gaia, o assunto vira pesadelo.

Mas, hoje tudo isso se transformou de forma positiva, aliás, fantástica. A manhã estava fria e ventosa, mas com uma luz inebriante. Desde logo, um bom presságio...

Por imperativos profissionais, andar a pé pela baixa do Porto, e poder encontrar-me com o meu pai para um pequeno almoço, são luxos a que não me posso permitir com frequência, pelo que decidi fazer o percurso da Constituição à Avenida dos Aliados, onde ele já me aguardava para me levar pelos locais do Porto antigo que não dispensa, e sobre os quais vou estando desactualizada. E andámos....andámos...

Apesar da invasão de bancos em lugar das lojas, do abandono das casas, de alguma desertificação da baixa em prol dos centros comerciais, o Porto mantem uma magia única, que sempre me alimenta o espírito e me recarrega baterias. Pena que a vida seja cada vez mais vivida em redor da cidade, circulando por vias que nos levam mais rapidamente ao nosso destino. Tem que ser...

Quando o estômago e o relógio lembraram a hora de almoço, já a baixa estava longe e o rio Douro mesmo à beirinha.

Após almoço hipercalórico , havia que retomar o passeio e aproveitar a tarde luminosa...que o momento da repetição é uma incógnita.

Em resumo, um dia sem carro, resultou em algumas vantagens: fiz exercício físico gratuito, actualizei conhecimentos, revi locais que adoro, evitei a emissão de algum monóxido de carbono, poupei dinheiro em gasolina, alivei o stress, e sobretudo usufruí da companhia do meu pai por um dia inteiro, só para mim.

sábado, 1 de Março de 2008

5 minutos

Se pudesse dizer ao Fernando Ribeiro (Moonspell), que a emoção que experimentei ontem ao falar com ele no Contagiarte, deve ter sido semelhante à que ele sentiu quando falou pela primeira vez com o Quorthon (Bathory), sei que saberia do que falo. Uma pequena/grande diferença: o Fernando viveu-o há 18 anos - era então adolescente, e eu vivi-o ontem - aos 46 anos! Just in time.
Para quem não sabe sequer a que me refiro, direi que foi uma emoção enorrrrrrrrmmme!

Foi-me possível constatar que o aspecto “amadurecido” que o Fernando apresenta em palco, nas capas de cd´s, ou nos media, se deve totalmente à maquilhagem. Ontem, de cara lavada e sor(riso) aberto, nem os seus 33 aninhos se notavam.
Para além de interactivo e extremamente simpático, notei-lhe uma grande timidez e simplicidade (quase de anti-vedeta), o que soma sempre mais uns pontos (sempre a somar, aliás).

Enquanto ele esteve no seu melhor, eu (qual adolescente imberbe), debitei em cinco minutos de conversa, mais disparates do que habitualmente num mês (ou uma semana? um dia, pronto!).

E já que do “meu momento” não existem imagens (tanto quanto julgo saber, e ainda bem que assim é) a emoção que ele viveu em 1990, é visível neste vídeo que usarei para “mimar” o Fernando e homenagear o Quorthon (falecido em 2004).


Nota: O Fernando é sempre o puto mais alto :P

segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

...

Comme ils me nuisent, les valeurs que je plus défends...

sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Hands

Boas fotos...boa música.
Leonard Cohen como o vinho do Porto (quanto mais velho, melhor!)

quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Thunderstorm II






















Era esperado e não houve pára-raios que o segurasse.
Acertou-me em cheio!

Se depois da tempestade vem a bonança, pois que venha!

segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Héroes del silencio

Antiguinho, forte, mas muito booooooooooooooooooom!)

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Fluido



À laia de disco pedido, aqui fica uma música que sei ser muito especial para um amigo, mas que aproveito para recomendar a todos os apaixonados, pois seguir as recomendações do Rui Reininho parece-me uma boa forma de dar continuidade ao dia de S. Valentim (aquele que devia ser comemorado todos os dias, certo?)






...que a saliva nunca vos falte!

Memórias


Todos os muros guardam para si, histórias, segredos e confidências.

Este cantinho do Alto Alentejo, guarda de quatro irmãs e outras tantas amigas, o riso desmedido, as dúvidas de infância, os sonhos e os desejos de um dia serem gente crescida.

Um canto recatado e seguro, protegido pelo muro e pelo olhar atento da mãe ou da avó, que forneciam os ingredientes para o lanche, a ser preparado com esmero, ao abrigo de uma cabana improvisada.

Se este muro falasse, contaria de cada menina, o primeiro olhar terno que recebera do colega de carteira, a desobediência na escola, o motivo da reguada, o desvio rápido do caminho para casa, a história do rasgão na saia ou da ferida no joelho, do empréstimo dos patins à revelia dos pais, enfim...trivialidades de crianças sadias, rebeladas em surdina, sob os panos da cabana.
(As tentativas perigosas de atravessar a serra por buracos abertos no chão, que conduziam a caminhos labirínticos, semi-inundados, onde viviam algumas salamandras, essas tinham que ser contadas muito longe dos ouvidos daquele muro...).

As meninas cresceram, fizeram-se mulheres, tornaram-se mães. Os seus pequenos/grandes segredos, guarda-os o muro, cada vez mais escondidos em camadas de cal branca.

(foto de Myself)

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

I love her so much




















"Mama, thank you for who I am
Thank you for all the things I'm not
Forgive me for the words unsaid
For the times I forgot.

Mama remember all my life
You showed me love, you sacrificed
Think of those young and early days
How I've changed along the way.

And I know you believed
And I know you had dreams
And I'm sorry it took all this time to see
That I am where I am because of your truth
And I miss you, yeah I miss you!"
(Il Divo)
...mais e mais a cada dia que passa!

sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Bolas fora!


Registo aqui o meu desacordo, por algumas frases proferidas por uma senhora de nome: María Jesús Álava Reyes (psicóloga, madrilena, 53 anos, solteira e sem filhos), cuja entrevista vem publicada na Revista Sábado-nº196 (não vos aconselho a perderem o vosso precioso tempo a ler, mas cada um é que sabe...eu ainda lamento o meu).

Entre outras frases infelizes, diz então a senhora:
"Quando uma mulher chega a casa e encontra o marido de mau humor no sofá, deve tentar surpeendê-lo com um jantar especial ou qualquer coisa que o faça sentir-se bem"(sic). Ora nem mais: a gaja chega a casa estafada de trabalhar, de ter enfrentado um trânsito infernal,de ter ído ao supermercado, de ter ído buscar os putos ao ATL (consciente de que ainda tem pela frente umas horas de trabalho adicional para fazer...), encontra o seu gajo de mau humor (ele lá saberá porquê), a fazer o seu zappingzinho no sofá, e é a ela que cabe(sem levantar questões, de preferência) fazer um jantarinho surpreendentemente bom para que o maridinho se sinta bem (do estômago para o espírito, directo).

E a senhora tropeça de novo quando afirma que os homens reagem melhor ao fim das relações, porque "são menos insistentes e fácilmente começam outra relação, porque confundem a atracção sexual com amor"(sic). E eu digo: esta senhora percebe mesmo muito de comportamento humano!!! Digo mais: percebe muito de homens (falta de contacto?). Mas pensando bem, acho que também não conhece as mulheres (hummm...estou confusa).
Pronto, serve para mim e dedico-o a ela: por qué no te callas?

(A bem da clientela, espero que a senhora faça uma reciclagem, com matéria adaptada ao séc. XXI)

Ricardo...o melhor!

Não posso deixar de facilitar a visita a este vídeo, que me parece genial (como tudo o que o Ricardo Araújo Pereira tem feito).

(Convém desligar a música no fundo do blog...senão ninguém se entende)



terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Child in time

I'll be forever a "Child... in time"


Sweet child in time you'll see the line
The line that's drawn between the good and the bad
See the blind man shooting at the world
Bullets flying taking toll
If you've been bad, Lord I bet you have
And you've been hit by flying lead
You'd better close your eyes and bow your head
And wait for the ricochet.


Deep Purple


sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Chocolate
















Gosto de bombons de chocolate
Gosto da verdade nua e crua
Gosto muito da minha família
Gosto de sol
Gosto muito do meu cão
Gosto de bolo de chocolate
Gosto muito dos meus amigos
Gosto das minhas tatuagens
Gosto de luz
Gosto de sinceridade
Gosto de olhar o mar
Gosto de rir
Gosto de mousse de chocolate
Gosto de música
Gosto de honestidade
Gosto de olhar nos olhos
Gosto de bavaroise de chocolate
Gosto de simplicidade
Gosto de pintar
Gosto de mentes sãs
Gosto de chorar de alegria
Gosto por vezes do silêncio
Gosto de produzir
Gosto muito do Gonçalo
Gosto de tabletes de chocolate
Gosto que se lembrem de mim
Gosto que me obedeçam
Gosto da noite
Gosto de viajar
Gosto que me respeitem
Gosto de método
Gosto de pudim de chocolate
Gosto de surpreender
Gosto de responsabilidade
Gosto de animar
Gosto de roupa cómoda
Gosto de cabelos compridos
Gosto de bolachas de chocolate
Gosto de ler
Gosto do meu país
Gosto de recordar
Gosto de saber
Gosto de viver
Gosto de saber que há muito mais de que gosto!
Ah....também gosto de gelado de chocolate!

quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Não gosto de:


leite
futilidade
lampreia
vozes mais altas do que minha
carne vermelha
acordar cedo
ver animais abandonados
mentirosos
José Sócrates
deitar cedo
vinho tinto
mentir
esperar
massa de bacalhau
hipócritas
fazer esperar
comprar sapatos
vento forte
pessoas passivas
sumo de tomate
dívidas
falsas promessas
cinema
arroz de cabidela
música pimba
corruptos
usar cinto de segurança
papas de sarrabulho
livros mal escritos
estar em filas
guaraná
abelhas
calor
ingratos
água das pedras
passar a ferro
yogurte
inércia
arrogantes
manga
perfumes muito "doces"
fazer exercício
tripas à moda do Porto
cínicos
retrógrados
leite-creme
padres
aracnídeos
cozinhar
arroz-doce
insensíveis
rios sujos
pincéis com pêlos soltos
Natal

não me lembrar de que mais não gosto...

sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

A besta

A sanidade mental é decididamente a mais importante vertente da nossa saúde. Não ser mensurável o sofrimento dos que padecem da falta dela, parece-me representar a mais cruel das incertezas.
Pensar que existem momentos ou flashes de lucidez que permitem reviver o passado e analisar o presente, pensar que apesar de um cérebro que morre lenta e penosamente, a dôr física é sentida e não pode muitas vezes ser descrita, atormenta-me!

A incompreensão e insensibilidade por parte de quem se considera lúcido, revolta-me, enoja-me!

O que pensar de um ser "humano" que tem a coragem de amarrar à cama o próprio pai, ao ponto de lhe provocar cortes e bolhas no pulsos, porque a debilidade mental o incita a sair de casa? Quanta dor...quanto sofrimento podem ser provocados a alguém que teve um dia a infelicidade de adoecer, de depender...sem culpa outra que não seja a de ter contribuído com o espermatozóide errado!

Vejo o poder da merda sobre o homem, vejo a besta que morde a mão de quem lhe deu o pão, vejo o monstro que pode existir com forma humanóide e lamento o desperdício do oxigénio que é consumido na sua respiração.

Mas vejo também a próxima vítima...!


Nota: Tamanha atrocidade é demasiado dolorosa de ler (e de escrever), e eu gostava que (após o anunciado restauro) este blog tivesse um conteúdo algo menos deprimente, mas senti necessidade de partilhar este caso, visto que, infelizmente não se trata de um filme de terror, mas sim de um facto constatado e relatado hoje por uma filha da referida vítima.


domingo, 13 de Janeiro de 2008

Thunderstorm I


A trovoada aproxima-se...já a oiço ao longe.

Aguardo o raio que me há-de atingir!

sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Size


Que tamanho temos afinal?
O nosso tamanho…o tamanho das coisas, é sempre medido e calculado relativamente a algo, nem que seja em relação à unidade de medida escolhida e instaurada com vista a estabelecer comparações.

Se compararmos o aspecto da estrutura de um átomo, ele é semelhante ao do sistema solar. A distribuição dos electrões pela órbita electrónica, pode ser vista como se de planetas se tratasse. Temos o núcleo do átomo com neutrões e protões (divisões à parte, é o núcleo que temos...), tal como no centro do sistema solar, temos o sol.

Usando de alguma imaginação, vejo duas alternativas que me poderiam levar a equacionar o real tamanho do prédio onde vivo, do meu carro, do meu cão…ou o meu próprio. Claro que uns relativamente aos outros, facilmente dimensiono, e se medir com fita métrica, encontro valores ainda mais precisos. Mas….

E se os planetas forem apenas do tamanho de electrões? Se o sistema solar for apenas a estrutura de um átomo? Que tamanho têm estas coisas? Que tamanho tenho eu?

E se cada átomo tiver o tamanho de um planeta? E se a órbita electrónica for afinal o sistema solar?

Bem..parece-me que entre uma e outra hipótese, resulta uma considerável diferença de tamanho!

segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Porto de abrigo


Dizem por vezes que sou uma "alentejana desnaturada", que "vendi a minha identidade", que "me lavaram o cérebro", que "uma pessoa nascida no sul jamais pode render-se ao norte"...enfim. Esses serão alguns dos pressupostos que alimentam a velha guerra norte-sul, num país com a dimensão e a população de uma cidade (como Paris, por ex.).

Ora...
Que tenho orgulho na cidade onde nasci,
que o branco imaculado da cal nas paredes me refresca a mente e me acalma os sentidos,
que as recordações de menina feliz se encontram em cada pedra que piso,
que a minha rua será sempre o meu berço,
que as noites mostram estrelas invisíveis de outros lugares,
que o sorriso meigo da minha avó me recebe...sempre,
que sinto um abraço envolvente ao chegar ao Alentejo,
tudo isso é verdade!

Mas...
O Porto é o meu abrigo...a minha escola de vida!
Deu-me força, deu-me garra, ensinou-me a lutar, viu-me crescer, fez-me mulher.
Neste pedaço de sonho, vivi os pesadelos que mais me agarraram à terra...que me fizeram raíz.
Adoro-lhe o cinza das calçadas, o casario em cascata, as pontes como elos, o Douro como um canal.
À noite, reflectidas no rio, de tão próximas, as duas margens namoram, unindo o norte ao sul, num abraço de luz.

E...
O brilho que me emociona, (e que temo perder) parece ter sido herdado dos olhos da minha mãe!

Foto de Daniel Cunha

terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Closed

Este blog está temporáriamente encerrado para obras de manutenção e restauro!

domingo, 30 de Dezembro de 2007

That shinning light



Quando...
a música não estremecer o meu peito
e a minha gargalhada não sair estridente

Quando...
o sol mal me aquecer
e o frio me atormentar

Quando...
para ser escutada tiver que pedir
e o alimento me chegar por mão alheia


Quando...
"o filme" passar devagar
e a alegria me incomodar

...apaguem-me essa luz!


(foto de Daniel Cunha)

sábado, 29 de Dezembro de 2007

She

Acha-se determinada, decidida, segura.
Observa, procura, investe, corrige, exige, justifica.
Olha no vazio para confirmar a transparência no ar. Através dessa limpidez, alcança a alegria ou a tristeza, a verdade ou a mentira, o certo ou o errado.
Importante é ver! Ver para saber...ver para crer...ver para agir!
A frontalidade desencorajou a traição, que desconhece, mas abomina.
No tempo encontrou a serenidade. Reduziu os níveis de impulsividade, reprimiu a ira, aderiu ao jogo!
Aprendeu a ouvir, a ponderer, a aconselhar, a guiar, com a isenção de quem habita outro patamar, não inferior...não superior, mas lateral.
Abriu o coração (e quanto lhe custou fazê-lo)! Abriu-o sem pressas, sem atropelos, com receios e tabus.
Surpreendeu-a o emaranhado de sentimentos que brotaram desse espaço irrequieto. Um fluxo de sensações e emoções fluíram naturalmente.
Ali estavam guardados a amizade e a partilha, como conteúdo mais distinto, mais forte e abundante. Mas mas haveria algo mais?
Como mistura não homogénea, alguns sentimentos pareciam colados a outros, "mascarados" por outros, parecendo adoptar a forma, a cor e o odor que pensou característicos do amor.
Mas não...pura ilusão! Analisou, experimentou, mas amor não era!
Entendeu então a incapacidade de amar. Em toda a essência...com fervor, não era capaz! O seu coração não estava afinal, programado.
(A tolerância, a acomodação, o hábito, a estabilidade já ela tinha reconhecido como caixas vazias camufladas por capa opaca e rótulo errado).
Sente agora uma inveja sadia dos que um dia o conheceram de facto, dos que o sentem ou sentiram, que a ele e por ele se entregaram, ou até por ele sofrem ou sofreram.
Sobretudo, receia não saber reconhecê-lo se um dia se aproximar.
...e o tempo passa a correr!

2007

Foi tempo, foi espaço, foi luta e cansaço.

Dúvida e incerteza
Esperança ténue e futuro turvo
Inércia e cobardia
…medo.

Boneco, pedra, mar
...vazio.

Escrita
Cor
…sufoco.

Ilusão, espanto, surpresa
…felicidade efémera.

Olhos pesados, mente cansada.
Uma metade de nada e a outra de ninguém...

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

In blue


Going nowhere...
Thinking nothing, with my head full of thoughts.

Words....empty words?
Sadness...anger...joy...hope...love.
Tell me about your old feelings
Let´s catch your new dreams.

Listening the music, flying away...so far away!

(Can you find this blue sky?)

quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Caminho







Vejo

Cada curva que passei

Cada pedra afiada e contornada

Cada precipício evitado

Cada espinho que pisei.



Mais ao longe

Os malmequeres amarelos

O vermelho das papoilas

Os ninhos das cegonhas

O chilrear das andorinhas.


No horizonte

os sonhos que sonhei.


...atrás de mim, uma névoa!






quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Marcas


Sinto as marcas das amarras disfarçadas, no longo jejum de ser!
(...e há tanto tempo a corda partiu!)




terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Luz

Estava trancada! Pensava há muito, nada existir no interior.

Quando a quis abrir, as dobradiças rangeram e a mão tremeu no puxador.

A luz encadeou-me, assustou-me, projectou-me.

Fiquei a olhar de longe aquela porta entreaberta, sem forças para entrar, por não saber como sair.

Afinal, há tanto para descobrir...para reinventar, amontoado naquele espaço...



E a luz permanece acesa...

sábado, 22 de Dezembro de 2007

Visão


Vejo-me com os teus olhos doces de mel,

Olho-me do alto e noto uma partícula ínfima, que se move em círculos.

Mas...

Esqueci a inveja pela tua coragem de deixar tudo e partir...

Acalmei a vontade de te seguir.

(Fazes-me falta, mãe!! Faz-me falta tudo o que levaste contigo e sentias por ambas)

Resta-me o que é eterno: o amor!

quadro de myself

sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Máscara




Decidi caracterizar o fluido que preenche o espaço entre a tua pele e a máscara que decidiste usar, apesar do sufoco que te provoca:

Encontrei:

- fragilidade, medo e cobardia , em dosagens elevadas
- considerável teor de saudade
- vestígios de dor, diluídos em lágrimas.

Resultado: Composição nociva...diria até, corrosiva.

Mesmo sabendo que te penetra nos poros, te infecta o sangue, te afecta a visão e até a audição, não tentas impedir que contamine o coração. Pensa que, no dia em que tiveres força para a tirar, é a ele que deves ouvir...protege-o!

Não te peço que a arranques de uma vez só... sugiro que a
vás descolando devagarinho, pouco a pouco, passo a passo,
mas com firmeza.

Ver-me-ás no final!

(Quadro da Elisabete e foto do Vicente)

terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Nada...

Senti saudades...muitas saudades de nada...
Vivi com dor as memórias do que não existiu.
Perdi o que não quis ter e chorei...
Pensei: se não existiu porque deixou o vazio?
Porque teve então um espaço e um peso?
O coração não conseguiu reconhecer nada.
O cérebro...esse, processou, analisou, reprocessou e reanalisou os dados de que dispunha, mas não resolveu o enigma, apesar da posse de toda a informação. É lá que trabalha a inconstância...a tal, aquela que faz com que nada seja tudo. É ela que baralha e confunde.

A ela caberá explicar como nada foi aroma, música, riso, partilha, confidência...cumplicidade.

Será que nada é agora (de facto) o mundo de alguém?

Afinal nada, não foi nada para mim....

Inconstância


Complexo seria o termo a usar por um amigo meu, para definir o que eu chamo de complicado ou irresolúvel. Sentir-me inconstante é então para mim (nessa base), complexo.

Momentos de felicidade tornam-se efémeros devido a essa inconstância, sendo preocupante que ela se aplique mais a eles do que aos menos felizes que conseguem torna-se a ela imunes, permanecendo assim mais vincados na minha memória.

É querer o que não quero...pior...é não querer o que quero, o que preciso! É a insatisfação permanente, a dúvida constante, e por fim, o disfarce.

A máscara forte, fria e calculista, não passa de um escudo que protege a fragilidade de quem se preocupa com o sofrimento alheio, tanto ou mais do que com o seu próprio.
O sofrimento de querer seguir um caminho que resulta penoso para outros é uma luta constante, impeditiva de atingir em pleno os objectivos traçados, ainda que em traços pouco definidos.
Daí advém a auto-flagelação mental, por actos que não chegam a ser concretizados, mas apenas idealizados.

A necessária metamorfose é um processo lento e penoso, ao qual (na minha perspectiva) deveriam ser alheios, factores de pressão.
A inconstância retarda o processo, aumentando proporcionalmente no tempo, a insegurança.

Existe a atracção pelo desconhecido e o terror de conhecer. O desejo de ser, e o medo de assumir. A vontade de ter e o receio de aceitar.
Existe ainda a necessidade de apagar o passado e a tentação de o reviver, mas aqui, como que por “takes” num filme: cortando e montando...cortando e montando. E a dificuldade surge quando as imagens se sobrepôem!

Existe ainda o acto de escrever para concluir que nada tinha para dizer!

segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Regressão



São imagens que giram rápido; são rostos, odores, sons, melodias, factos, que surgem na memória com áurea de “regressão a vida passada”, mas passada porque vivida.
Assolam o pensamento com uma velocidade, como que imposta por um fim próximo.
A saudade do bom, misturada com a saudade do mau, em momentos em que devia ter sido bom, porque era efémero e ultrapassável, e algo novo viria ajudar ao esquecimento.
Saudade do tempo em que tempo parecia infinito e os projectos podiam ser adiados sine die; o tempo em que o “amanhã” tinha o peso do sonho...

Pessoas cuja existência parecia ter sido ignorada, adquirem a importância de serem lembradas....recordadas....valorizadas e passaram de meras névoas, a imagens concretas, definidas, com expressão.

O turbilhão de ideias incomoda, perturba, preocupa, massacra e convida à reflexão.
Mas não sobra espaço para reflectir, para ordenar as ideias, para entender o motivo de tal invasão.

O trauma da solidão podia ser a resposta, mas esse não deveria ter outros contornos, que não os do sacrifício no convívio ou a vontade e necessidade de isolamento?

Como explicar o sentimento de solidão no centro das atenções e os convites frequentemente recusados, sem arrependimento, mas apenas com alguma culpa?

Surge a vontade de reviver factos e rever pessoas, como se o tempo já fosse escasso e a oportunidade imperdível. Mas como explicar aos “fantasmas do passado” que afinal tiveram existência ou fundamento? E como lidar com o medo da confrontação?

São as recordações que ajudam a acordar e são elas que embalam para dormir! São as longínquas baralhadas com as recentes...as de ontem...às vezes as de hoje. Perturbante recordar o presente como passado, não o admitindo como futuro!

Resta a esperança de que este apontamento seja relido no futuro, na condição de: “to delete”.

quadro de myself