quarta-feira, 30 de abril de 2008

To you

Contrariando o ditado que diz: "De Espanha, nem bom vento nem bom casamento", eis que uma brisa agradável, em forma de símbolo chega até mim, vinda do blog "Le télèphone pleure", que desde já recomendo.




A intenção é de que o transmita a 7 outros blogs. Ora como leis, regras e normas foram criadas para serem violadas, irei passá-lo a quantos me apetecer.


Cá vai ele (por ordem aleatória):

. Ternura infinita
. Charlielight
. Lua acesa
. O melhor blog sobre nada
. Inconfidências da Mariazinha
. Glórias do Calhabé
. Vertigens
. Vida de casado
. Negra tinta
. Loud Spectator
. Clube do Carteado
. Chocolate aos pedaços
. Escavar em ruínas
. Eu indecisa?
. A casa da Micas


Aproveito para esclarecer que a minha frequente visita a cada um destes blogs, não se deve a questões de cortesia para retribuir comentários, mas sim a merecerem, de facto, o dispendio do meu tempo. A lista de blogs não é extensa, mas inclui sensibilidade, frontalidade, humor, ironia, conhecimento, e um factor comum: talento.


Agora, meus caros, façam com o merecido prémio o que bem entenderem. E já que nunca o "postei" e hoje me apetece, envio um beijo para cada um.


(Adanero: Já que não devo mandar-te o prémio de volta, recebe só o beijo!)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Good luck, Karkov


Blasted Mechanism


















Vi e ouvi esta noite pela primeira vez o Guitshu no lugar do Karkov e há de facto algumas semelhanças no que respeita à voz...algumas!

A atitude em palco, característica do segundo, foi perfeitamente reproduzida pelo primeiro, e atendendo ao uso das máscaras, "enganaria" os menos atentos. Mesmo assim, um acto de coragem, e um desafio suplantado.

Importante mesmo é manter-se a "filosofia Blasted".
São som, luz, cor, espectáculo, são únicos e são nossos.

sábado, 19 de abril de 2008

Pain

Os neurónios têm andado demasiado ocupados com outras "lides", razão pela qual o meu querido blog tem estado um pouco mais acompanhado por vós do que por mim. Agradeço desde já às pessoas que mostraram lembrar-se da minha existência.


Ora, podendo ferir susceptibilidades (esta vai ser das que alteram com o acordo ortográfico), apetece-me falar de um tema que muito me preocupa (entre outros relacionados com o não reconhecimento dos direitos dos animais, como o circo, por ex.): a tourada. Embora possa não parecer (chove que se farta), o Verão está próximo e com ele vão iniciar-se os massacres, em nome (hipócritamente) da tradição, quando se sabe que a verdadeira motivação é SEMPRE: euros....muitos euros! É-o nas praças de touros, como o é nas festas e romarias populares.
E tradição neste contexto é o quê? Obscurantismo? Prazer mórbido? Dor? Sofrimento?
Bem...prefiro não entrar em detalhes macabros sobre esta forma de tortura. Prefiro "postar" um vídeo elucidativo.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Fonix !!


Pois é, vocês não têm culpa, mas estou irada, furiosa!

Numa semana fui vítima de duas situações que me estão a dar trabalho e a fazer-me gastar tempo e dinheiro, a saber:

- No sábado foi-me furtado na Exponor um PDA, em não mais do que 5 segundos de distracção.

- Recebi duas multas sobre infracções que não cometi. São multas recentes referentes a um carro que vendi há 1 ano, e cujo proprietário não legalizou.

Relativamente ao furto, só me resta aconselhar-vos o óbvio, ou seja: Não facilitem, mesmo que se encontrem num local onde a (eventual) condição financeira de quem vai procurar uma casa para comprar, o afasta do perfil típico do ladrão (eu sei, não há perfil para...). Pensando melhor, se calhar é o método que a besta usa para arranjar dinheiro para a casinha: roubando uma coisinha aqui, outra ali!

Agora, quanto às multas, vou transcrever-vos a resposta que recebi por e-mail da Conservatória do Registo Automóvel, para esclarecer/lembrar quem esteja a pensar vender um carro. O que não está escrito, eu aconselho: o mais seguro é ir com o novo proprietário legalizar no momento do negócio (o que não é viável quando vendemos a um stand, que quer a declaração de venda assinada "em branco"). É que as declarações de que se responsabilizam por multas e danos a terceiros parece não terem valor legal, segundo me foi também informado. Mesmo que a informação esteja incorrecta, não invalida que em caso de incumprimento tenhamos muitos incómodos pela frente.

Aqui vai:

"Após a venda do veículo, o comprador deve regularizar a questão da titularidade no prazo de 60 dias. Nos termos do disposto no n.º 4 do artigo 118º do Código da Estrada, o vendedor também tem o prazo de 60 dias para comunicar à autoridade competente (DGV) a venda do veículo e identificar o adquirente. No caso de este não o fazer no prazo legal poderá ser sancionado com coima de EUR120 a EUR 600.

Passados os 60 dias sobre a data da declaração de venda e se o veículo continuar registado em nome do vendedor, deve este requerer a apreensão da mesma, nos termos previstos na alínea e) do n.º 1 do artigo 162º do C.E., junto de uma Direcção de Viação (necessitando para o efeito de uma informação escrita desta Conservatória em como a viatura continua registada em seu nome).
Terá ainda que preencher o modelo nº 1406 da Direcção de Viação e juntar fotocópias do Bilhete de Identidade e do cartão de Contribuinte, bem como fotocópia da declaração de compra e venda ou uma declaração onde indique o nome e morada do comprador da viatura. O valor a pagar é de 2,5 euros.

Mais informo que só podemos proceder à alteração do registo existente nesta Conservatória mediante a apresentação do original da declaração de compra e venda (devidamente assinada pelo comprador e vendedor) e dos documentos originais da viatura.

Cumpre-me ainda informá-la que por Comunicado de Imprensa de 25/02/2008 do Ministério da Finanças (ponto 4), os contribuintes que tenham apresentado um pedido de apreensão do veículo não serão objecto de liquidações do IUC pela DGCI.
Para tal, deverá dirigir-se ao Serviço de Finanças da área da sua residência, munido do original do duplicado do seu pedido de apreensão, para fazer prova de tal facto."

E pronto...espero ter contribuído para vos evitar maçadas!

domingo, 23 de março de 2008

To myself

Mais por perto ou bem mais longe do local onde me encontro, vão-se lançando foguetes. Já sinto os neurónios definhar, perante uma das formas mais ridículas que conheço de comemorar seja o que for (tanto serve para celebrações religiosas, como futebolísticas ou outras). A mim, parece-me que serve basicamente para afugentar pássaros, aterrorizar animais domésticos, agudizar uma enxaqueca, ou perturbar a paz de quem pretende apenas descansar o cérebro.
Assistimos com ar incrédulo a certas celebrações das tribos no interior da Amazónia, por ex., e consideramo-nos evoluídos. No entanto, mantemos na era dos telemóveis e da Internet, tradições desajustadas e muito mais nocivas, no que respeita a impacto ambiental. Não será diário ou constante, mas não deixa de ser prejudicial a muitos níveis…digo eu!

E mudando de assunto, para tentar esquecer o anterior (acho que conseguia se não se não fosse o ruído), e já que tenho colocado fotos dos ídolos das amigas como presente (também dos meus, é facto); já que tenho "postado" músicas dedicadas a um ou outro amigo, hoje a música do post é dedicada à minha pessoa. Sim…essa que não conheço assim tão bem, mas de quem gosto minimamente e de quem tenho de me/vos lembrar de vez em quando!

I hope you enjoy it...




sábado, 15 de março de 2008

Party





Surpresa para o Mike Scott! Ele não contava com um pavilhão cheio (soube poucas horas antes) e nós oferecemo-nos de presente. Uma energia daquelas e um tal talento que resistem ao passar dos anos, merecem-no bem. Ele estava feliz...nós ainda mais!
Tanto quanto soube, nem elaborou alinhamento para o concerto por pretender conhecer-nos antes, e não o decepcionámos...bem pelo contrário!
Os The Waterboys contam com ele e nós contamos com eles por mais uns bons anos, a avaliar pelo concerto de ontem. Fabuloso, de facto!
Contribuindo para a festa, a vantagem deste tipo de música ser muito abrangente, permitiu que fossemos encontrando e reunindo amigos e conhecidos, o que resultou no maior e mais animado grupo do concerto (digo eu)!
E pronto...este concerto passou, mas a agenda promete!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Haja tomates!


Correndo o risco de tornar este humilde blog num diário (espero não), e depois de descrever um dia inesperadamente agradável, aqui estou para registar um dia particularmente triste e de contornos revoltantes.

Estava eu a sair de casa, já atrasada para ir buscar o carro à oficina, quando oiço cães a ladrar agitadamente, sem que conseguisse ver onde, por se encontrarem escondidos por arbustos. Aproximei-me do local onde me parecia existir uma luta, e deparei-me com o horrível cenário de um ataque a um gato por parte de dois cães. Esqueci o perigo de ser também atacada e intrometi-me, o que se revelou tarefa muito complicada, conseguindo a certa altura afugentar os cães. Poupar-vos-ei a detalhes macabros...
Sem carro, sem conhecimento de como se manipula um animal ferido, sem ter por perto quem me ajudasse, com os minutos que me restava para chegar à oficina a passarem rapidamente, o desepero tomou conta de mim.
Deixar o animal em sofrimento e à mercê dos atacantes, era impensável, mas como lidar com tudo aquilo? Como que adivinhando a minha angústia, o pobre conseguiu arrastar-se para local onde dificilmente seria de novo alcançado, ou seja, para debaixo de um carro estacionado, o que se por um lado o protegia, também iria dificultar o acesso a quem pretendesse ajudá-lo. Duas pessoas que chamei ao local foram incapazes de o alcançar. Restava recorrer a quem dispõe (ou devia), dos meios necessários. Assim, enquando corria para um táxi, enquanto o taxista "voava" para me levar à oficina, enquando fazia a viagem de regresso ao local, recorri às seguintes entidades por esta ordem:

(Início da "saga" pelas 17h30m)
- Sociedade Protectora dos Animais do Porto: "Não é da nossa competência. Ligue para o Canil Municipal"
- Canil Municipal de Gaia: - ninguém
- Canil Municipal do Porto: "Não é da nossa área. Ligue para o Canil Municipal de Gaia"
- Canil Municipal de Gaia: ninguém....niguém....ninguém
- Equipa de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR: "Não é da nossa competência. Só o canil e só 2ª feira"
- Clínica Veterinária de Coimbrões: "Se conseguir chegar com o animal até às 19, podemos "adormecê-lo", mas ir alguém ao local é impossível e não sei se vai conseguir agarrar o bicho".
- Veterinário Municipal: "Ligue aos bombeiros e levem o animal à clínica "xpto", que eu aviso para lá que vai da minha parte para "isso" ser mais rápido"
- Bombeiros Voluntários de Coimbrões: "Nós não fazemos esses trabalhos. Só se forem os Bombeiros Sapadores".
- Bombeiros Sapadores de Gaia: "Podemos recolher o animal, mas a norma é entregar no canil" Após pedido meu de que fosse para uma clínica, pois no canil ficaria a sofrer até 2ª feira, e após autorização do comandante, acederam, contactaram-me várias vezes para identificação do local e para me informar de que estavam já próximos. Sensíveis e competentes, portanto!
Consegui finalmente ajuda. Chegámos ao local ao mesmo tempo, tendo sido incansáveis na busca que fizeram, pois o gatinho tinha desaparecido. Soubemos que os cães tinham voltado e sido afastados pelo menos duas vezes, enquanto o auxílio não chegava. Receio terem conseguido o objectivo.
Final da "saga" pelas 19h30m.

Ficou assim confirmada mais uma vez a ineficácia de organismos que supostamente existem para defender minimamente os direitos dos animais, e dos que subsistem à custa da existência dos mesmos. Lamentável...Se é para que trabalhem tarde, mal ou nunca, que se acabem com os organismos protectores de coisa nenhuma!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Por aí....



No tempo em que vivemos, a ideia de deixar o carro na oficina, atormenta-nos, e não é só pela conta que teremos que pagar, mas por todos os improvisos que teremos que fazer, perante a falta daquele que tão depressa é o nosso melhor aliado, como o nosso pior inimigo.
Se a isso se juntar o facto de ter que o entregar antes das 9 da manhã no centro do Porto, morando em Gaia, o assunto vira pesadelo.

Mas, hoje tudo isso se transformou de forma positiva, aliás, fantástica. A manhã estava fria e ventosa, mas com uma luz inebriante. Desde logo, um bom presságio...

Por imperativos profissionais, andar a pé pela baixa do Porto, e poder encontrar-me com o meu pai para um pequeno almoço, são luxos a que não me posso permitir com frequência, pelo que decidi fazer o percurso da Constituição à Avenida dos Aliados, onde ele já me aguardava para me levar pelos locais do Porto antigo que não dispensa, e sobre os quais vou estando desactualizada. E andámos....andámos...

Apesar da invasão de bancos em lugar das lojas, do abandono das casas, de alguma desertificação da baixa em prol dos centros comerciais, o Porto mantem uma magia única, que sempre me alimenta o espírito e me recarrega baterias. Pena que a vida seja cada vez mais vivida em redor da cidade, circulando por vias que nos levam mais rapidamente ao nosso destino. Tem que ser...

Quando o estômago e o relógio lembraram a hora de almoço, já a baixa estava longe e o rio Douro mesmo à beirinha.

Após almoço hipercalórico , havia que retomar o passeio e aproveitar a tarde luminosa...que o momento da repetição é uma incógnita.

Em resumo, um dia sem carro, resultou em algumas vantagens: fiz exercício físico gratuito, actualizei conhecimentos, revi locais que adoro, evitei a emissão de algum monóxido de carbono, poupei dinheiro em gasolina, alivei o stress, e sobretudo usufruí da companhia do meu pai por um dia inteiro, só para mim.

sábado, 1 de março de 2008

5 minutos

Se pudesse dizer ao Fernando Ribeiro (Moonspell), que a emoção que experimentei ontem ao falar com ele no Contagiarte, deve ter sido semelhante à que ele sentiu quando falou pela primeira vez com o Quorthon (Bathory), sei que saberia do que falo. Uma pequena/grande diferença: o Fernando viveu-o há 18 anos - era então adolescente, e eu vivi-o ontem - aos 46 anos! Just in time.
Para quem não sabe sequer a que me refiro, direi que foi uma emoção enorrrrrrrrmmme!

Foi-me possível constatar que o aspecto “amadurecido” que o Fernando apresenta em palco, nas capas de cd´s, ou nos media, se deve totalmente à maquilhagem. Ontem, de cara lavada e sor(riso) aberto, nem os seus 33 aninhos se notavam.
Para além de interactivo e extremamente simpático, notei-lhe uma grande timidez e simplicidade (quase de anti-vedeta), o que soma sempre mais uns pontos (sempre a somar, aliás).

Enquanto ele esteve no seu melhor, eu (qual adolescente imberbe), debitei em cinco minutos de conversa, mais disparates do que habitualmente num mês (ou uma semana? um dia, pronto!).

E já que do “meu momento” não existem imagens (tanto quanto julgo saber, e ainda bem que assim é) a emoção que ele viveu em 1990, é visível neste vídeo que usarei para “mimar” o Fernando e homenagear o Quorthon (falecido em 2004).


Nota: O Fernando é sempre o puto mais alto :P

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

...

Comme ils me nuisent, les valeurs que je plus défends...

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Hands

Boas fotos...boa música.
Leonard Cohen como o vinho do Porto (quanto mais velho, melhor!)

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Thunderstorm II






















Era esperado e não houve pára-raios que o segurasse.
Acertou-me em cheio!

Se depois da tempestade vem a bonança, pois que venha!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Héroes del silencio

Antiguinho, forte, mas muito booooooooooooooooooom!)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Fluido



À laia de disco pedido, aqui fica uma música que sei ser muito especial para um amigo, mas que aproveito para recomendar a todos os apaixonados, pois seguir as recomendações do Rui Reininho parece-me uma boa forma de dar continuidade ao dia de S. Valentim (aquele que devia ser comemorado todos os dias, certo?)






...que a saliva nunca vos falte!

Memórias


Todos os muros guardam para si, histórias, segredos e confidências.

Este cantinho do Alto Alentejo, guarda de quatro irmãs e outras tantas amigas, o riso desmedido, as dúvidas de infância, os sonhos e os desejos de um dia serem gente crescida.

Um canto recatado e seguro, protegido pelo muro e pelo olhar atento da mãe ou da avó, que forneciam os ingredientes para o lanche, a ser preparado com esmero, ao abrigo de uma cabana improvisada.

Se este muro falasse, contaria de cada menina, o primeiro olhar terno que recebera do colega de carteira, a desobediência na escola, o motivo da reguada, o desvio rápido do caminho para casa, a história do rasgão na saia ou da ferida no joelho, do empréstimo dos patins à revelia dos pais, enfim...trivialidades de crianças sadias, rebeladas em surdina, sob os panos da cabana.
(As tentativas perigosas de atravessar a serra por buracos abertos no chão, que conduziam a caminhos labirínticos, semi-inundados, onde viviam algumas salamandras, essas tinham que ser contadas muito longe dos ouvidos daquele muro...).

As meninas cresceram, fizeram-se mulheres, tornaram-se mães. Os seus pequenos/grandes segredos, guarda-os o muro, cada vez mais escondidos em camadas de cal branca.

(foto de Myself)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

I love her so much




















"Mama, thank you for who I am
Thank you for all the things I'm not
Forgive me for the words unsaid
For the times I forgot.

Mama remember all my life
You showed me love, you sacrificed
Think of those young and early days
How I've changed along the way.

And I know you believed
And I know you had dreams
And I'm sorry it took all this time to see
That I am where I am because of your truth
And I miss you, yeah I miss you!"
(Il Divo)
...mais e mais a cada dia que passa!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Bolas fora!


Registo aqui o meu desacordo, por algumas frases proferidas por uma senhora de nome: María Jesús Álava Reyes (psicóloga, madrilena, 53 anos, solteira e sem filhos), cuja entrevista vem publicada na Revista Sábado-nº196 (não vos aconselho a perderem o vosso precioso tempo a ler, mas cada um é que sabe...eu ainda lamento o meu).

Entre outras frases infelizes, diz então a senhora:
"Quando uma mulher chega a casa e encontra o marido de mau humor no sofá, deve tentar surpeendê-lo com um jantar especial ou qualquer coisa que o faça sentir-se bem"(sic). Ora nem mais: a gaja chega a casa estafada de trabalhar, de ter enfrentado um trânsito infernal,de ter ído ao supermercado, de ter ído buscar os putos ao ATL (consciente de que ainda tem pela frente umas horas de trabalho adicional para fazer...), encontra o seu gajo de mau humor (ele lá saberá porquê), a fazer o seu zappingzinho no sofá, e é a ela que cabe(sem levantar questões, de preferência) fazer um jantarinho surpreendentemente bom para que o maridinho se sinta bem (do estômago para o espírito, directo).

E a senhora tropeça de novo quando afirma que os homens reagem melhor ao fim das relações, porque "são menos insistentes e fácilmente começam outra relação, porque confundem a atracção sexual com amor"(sic). E eu digo: esta senhora percebe mesmo muito de comportamento humano!!! Digo mais: percebe muito de homens (falta de contacto?). Mas pensando bem, acho que também não conhece as mulheres (hummm...estou confusa).
Pronto, serve para mim e dedico-o a ela: por qué no te callas?

(A bem da clientela, espero que a senhora faça uma reciclagem, com matéria adaptada ao séc. XXI)

Ricardo...o melhor!

Não posso deixar de facilitar a visita a este vídeo, que me parece genial (como tudo o que o Ricardo Araújo Pereira tem feito).

(Convém desligar a música no fundo do blog...senão ninguém se entende)



terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Child in time

I'll be forever a "Child... in time"


Sweet child in time you'll see the line
The line that's drawn between the good and the bad
See the blind man shooting at the world
Bullets flying taking toll
If you've been bad, Lord I bet you have
And you've been hit by flying lead
You'd better close your eyes and bow your head
And wait for the ricochet.


Deep Purple


sábado, 2 de fevereiro de 2008

Chocolate
















Gosto de bombons de chocolate
Gosto da verdade nua e crua
Gosto muito da minha família
Gosto de sol
Gosto muito do meu cão
Gosto de bolo de chocolate
Gosto muito dos meus amigos
Gosto das minhas tatuagens
Gosto de luz
Gosto de sinceridade
Gosto de olhar o mar
Gosto de rir
Gosto de mousse de chocolate
Gosto de música
Gosto de honestidade
Gosto de olhar nos olhos
Gosto de bavaroise de chocolate
Gosto de simplicidade
Gosto de pintar
Gosto de mentes sãs
Gosto de chorar de alegria
Gosto por vezes do silêncio
Gosto de produzir
Gosto muito do Gonçalo
Gosto de tabletes de chocolate
Gosto que se lembrem de mim
Gosto que me obedeçam
Gosto da noite
Gosto de viajar
Gosto que me respeitem
Gosto de método
Gosto de pudim de chocolate
Gosto de surpreender
Gosto de responsabilidade
Gosto de animar
Gosto de roupa cómoda
Gosto de cabelos compridos
Gosto de bolachas de chocolate
Gosto de ler
Gosto do meu país
Gosto de recordar
Gosto de saber
Gosto de viver
Gosto de saber que há muito mais de que gosto!
Ah....também gosto de gelado de chocolate!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Não gosto de:


leite
futilidade
lampreia
vozes mais altas do que minha
carne vermelha
acordar cedo
ver animais abandonados
mentirosos
José Sócrates
deitar cedo
vinho tinto
mentir
esperar
massa de bacalhau
hipócritas
fazer esperar
comprar sapatos
vento forte
pessoas passivas
sumo de tomate
dívidas
falsas promessas
cinema
arroz de cabidela
música pimba
corruptos
usar cinto de segurança
papas de sarrabulho
livros mal escritos
estar em filas
guaraná
abelhas
calor
ingratos
água das pedras
passar a ferro
yogurte
inércia
arrogantes
manga
perfumes muito "doces"
fazer exercício
tripas à moda do Porto
cínicos
retrógrados
leite-creme
padres
aracnídeos
cozinhar
arroz-doce
insensíveis
rios sujos
pincéis com pêlos soltos
Natal

não me lembrar de que mais não gosto...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A besta

A sanidade mental é decididamente a mais importante vertente da nossa saúde. Não ser mensurável o sofrimento dos que padecem da falta dela, parece-me representar a mais cruel das incertezas.
Pensar que existem momentos ou flashes de lucidez que permitem reviver o passado e analisar o presente, pensar que apesar de um cérebro que morre lenta e penosamente, a dôr física é sentida e não pode muitas vezes ser descrita, atormenta-me!

A incompreensão e insensibilidade por parte de quem se considera lúcido, revolta-me, enoja-me!

O que pensar de um ser "humano" que tem a coragem de amarrar à cama o próprio pai, ao ponto de lhe provocar cortes e bolhas no pulsos, porque a debilidade mental o incita a sair de casa? Quanta dor...quanto sofrimento podem ser provocados a alguém que teve um dia a infelicidade de adoecer, de depender...sem culpa outra que não seja a de ter contribuído com o espermatozóide errado!

Vejo o poder da merda sobre o homem, vejo a besta que morde a mão de quem lhe deu o pão, vejo o monstro que pode existir com forma humanóide e lamento o desperdício do oxigénio que é consumido na sua respiração.

Mas vejo também a próxima vítima...!


Nota: Tamanha atrocidade é demasiado dolorosa de ler (e de escrever), e eu gostava que (após o anunciado restauro) este blog tivesse um conteúdo algo menos deprimente, mas senti necessidade de partilhar este caso, visto que, infelizmente não se trata de um filme de terror, mas sim de um facto constatado e relatado hoje por uma filha da referida vítima.


domingo, 13 de janeiro de 2008

Thunderstorm I


A trovoada aproxima-se...já a oiço ao longe.

Aguardo o raio que me há-de atingir!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Size


Que tamanho temos afinal?
O nosso tamanho…o tamanho das coisas, é sempre medido e calculado relativamente a algo, nem que seja em relação à unidade de medida escolhida e instaurada com vista a estabelecer comparações.

Se compararmos o aspecto da estrutura de um átomo, ele é semelhante ao do sistema solar. A distribuição dos electrões pela órbita electrónica, pode ser vista como se de planetas se tratasse. Temos o núcleo do átomo com neutrões e protões (divisões à parte, é o núcleo que temos...), tal como no centro do sistema solar, temos o sol.

Usando de alguma imaginação, vejo duas alternativas que me poderiam levar a equacionar o real tamanho do prédio onde vivo, do meu carro, do meu cão…ou o meu próprio. Claro que uns relativamente aos outros, facilmente dimensiono, e se medir com fita métrica, encontro valores ainda mais precisos. Mas….

E se os planetas forem apenas do tamanho de electrões? Se o sistema solar for apenas a estrutura de um átomo? Que tamanho têm estas coisas? Que tamanho tenho eu?

E se cada átomo tiver o tamanho de um planeta? E se a órbita electrónica for afinal o sistema solar?

Bem..parece-me que entre uma e outra hipótese, resulta uma considerável diferença de tamanho!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Porto de abrigo


Dizem por vezes que sou uma "alentejana desnaturada", que "vendi a minha identidade", que "me lavaram o cérebro", que "uma pessoa nascida no sul jamais pode render-se ao norte"...enfim. Esses serão alguns dos pressupostos que alimentam a velha guerra norte-sul, num país com a dimensão e a população de uma cidade (como Paris, por ex.).

Ora...
Que tenho orgulho na cidade onde nasci,
que o branco imaculado da cal nas paredes me refresca a mente e me acalma os sentidos,
que as recordações de menina feliz se encontram em cada pedra que piso,
que a minha rua será sempre o meu berço,
que as noites mostram estrelas invisíveis de outros lugares,
que o sorriso meigo da minha avó me recebe...sempre,
que sinto um abraço envolvente ao chegar ao Alentejo,
tudo isso é verdade!

Mas...
O Porto é o meu abrigo...a minha escola de vida!
Deu-me força, deu-me garra, ensinou-me a lutar, viu-me crescer, fez-me mulher.
Neste pedaço de sonho, vivi os pesadelos que mais me agarraram à terra...que me fizeram raíz.
Adoro-lhe o cinza das calçadas, o casario em cascata, as pontes como elos, o Douro como um canal.
À noite, reflectidas no rio, de tão próximas, as duas margens namoram, unindo o norte ao sul, num abraço de luz.

E...
O brilho que me emociona, (e que temo perder) parece ter sido herdado dos olhos da minha mãe!

Foto de Daniel Cunha

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Closed

Este blog está temporáriamente encerrado para obras de manutenção e restauro!

domingo, 30 de dezembro de 2007

That shinning light



Quando...
a música não estremecer o meu peito
e a minha gargalhada não sair estridente

Quando...
o sol mal me aquecer
e o frio me atormentar

Quando...
para ser escutada tiver que pedir
e o alimento me chegar por mão alheia


Quando...
"o filme" passar devagar
e a alegria me incomodar

...apaguem-me essa luz!


(foto de Daniel Cunha)

sábado, 29 de dezembro de 2007

She

Acha-se determinada, decidida, segura.
Observa, procura, investe, corrige, exige, justifica.
Olha no vazio para confirmar a transparência no ar. Através dessa limpidez, alcança a alegria ou a tristeza, a verdade ou a mentira, o certo ou o errado.
Importante é ver! Ver para saber...ver para crer...ver para agir!
A frontalidade desencorajou a traição, que desconhece, mas abomina.
No tempo encontrou a serenidade. Reduziu os níveis de impulsividade, reprimiu a ira, aderiu ao jogo!
Aprendeu a ouvir, a ponderer, a aconselhar, a guiar, com a isenção de quem habita outro patamar, não inferior...não superior, mas lateral.
Abriu o coração (e quanto lhe custou fazê-lo)! Abriu-o sem pressas, sem atropelos, com receios e tabus.
Surpreendeu-a o emaranhado de sentimentos que brotaram desse espaço irrequieto. Um fluxo de sensações e emoções fluíram naturalmente.
Ali estavam guardados a amizade e a partilha, como conteúdo mais distinto, mais forte e abundante. Mas mas haveria algo mais?
Como mistura não homogénea, alguns sentimentos pareciam colados a outros, "mascarados" por outros, parecendo adoptar a forma, a cor e o odor que pensou característicos do amor.
Mas não...pura ilusão! Analisou, experimentou, mas amor não era!
Entendeu então a incapacidade de amar. Em toda a essência...com fervor, não era capaz! O seu coração não estava afinal, programado.
(A tolerância, a acomodação, o hábito, a estabilidade já ela tinha reconhecido como caixas vazias camufladas por capa opaca e rótulo errado).
Sente agora uma inveja sadia dos que um dia o conheceram de facto, dos que o sentem ou sentiram, que a ele e por ele se entregaram, ou até por ele sofrem ou sofreram.
Sobretudo, receia não saber reconhecê-lo se um dia se aproximar.
...e o tempo passa a correr!

2007

Foi tempo, foi espaço, foi luta e cansaço.

Dúvida e incerteza
Esperança ténue e futuro turvo
Inércia e cobardia
…medo.

Boneco, pedra, mar
...vazio.

Escrita
Cor
…sufoco.

Ilusão, espanto, surpresa
…felicidade efémera.

Olhos pesados, mente cansada.
Uma metade de nada e a outra de ninguém...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

In blue


Going nowhere...
Thinking nothing, with my head full of thoughts.

Words....empty words?
Sadness...anger...joy...hope...love.
Tell me about your old feelings
Let´s catch your new dreams.

Listening the music, flying away...so far away!

(Can you find this blue sky?)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Caminho







Vejo

Cada curva que passei

Cada pedra afiada e contornada

Cada precipício evitado

Cada espinho que pisei.



Mais ao longe

Os malmequeres amarelos

O vermelho das papoilas

Os ninhos das cegonhas

O chilrear das andorinhas.


No horizonte

os sonhos que sonhei.


...atrás de mim, uma névoa!






quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Marcas


Sinto as marcas das amarras disfarçadas, no longo jejum de ser!
(...e há tanto tempo a corda partiu!)




terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Luz

Estava trancada! Pensava há muito, nada existir no interior.

Quando a quis abrir, as dobradiças rangeram e a mão tremeu no puxador.

A luz encadeou-me, assustou-me, projectou-me.

Fiquei a olhar de longe aquela porta entreaberta, sem forças para entrar, por não saber como sair.

Afinal, há tanto para descobrir...para reinventar, amontoado naquele espaço...



E a luz permanece acesa...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Visão


Vejo-me com os teus olhos doces de mel,

Olho-me do alto e noto uma partícula ínfima, que se move em círculos.

Mas...

Esqueci a inveja pela tua coragem de deixar tudo e partir...

Acalmei a vontade de te seguir.

(Fazes-me falta, mãe!! Faz-me falta tudo o que levaste contigo e sentias por ambas)

Resta-me o que é eterno: o amor!

quadro de myself

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Máscara




Decidi caracterizar o fluido que preenche o espaço entre a tua pele e a máscara que decidiste usar, apesar do sufoco que te provoca:

Encontrei:

- fragilidade, medo e cobardia , em dosagens elevadas
- considerável teor de saudade
- vestígios de dor, diluídos em lágrimas.

Resultado: Composição nociva...diria até, corrosiva.

Mesmo sabendo que te penetra nos poros, te infecta o sangue, te afecta a visão e até a audição, não tentas impedir que contamine o coração. Pensa que, no dia em que tiveres força para a tirar, é a ele que deves ouvir...protege-o!

Não te peço que a arranques de uma vez só... sugiro que a
vás descolando devagarinho, pouco a pouco, passo a passo,
mas com firmeza.

Ver-me-ás no final!

(Quadro da Elisabete e foto do Vicente)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Nada...

Senti saudades...muitas saudades de nada...
Vivi com dor as memórias do que não existiu.
Perdi o que não quis ter e chorei...
Pensei: se não existiu porque deixou o vazio?
Porque teve então um espaço e um peso?
O coração não conseguiu reconhecer nada.
O cérebro...esse, processou, analisou, reprocessou e reanalisou os dados de que dispunha, mas não resolveu o enigma, apesar da posse de toda a informação. É lá que trabalha a inconstância...a tal, aquela que faz com que nada seja tudo. É ela que baralha e confunde.

A ela caberá explicar como nada foi aroma, música, riso, partilha, confidência...cumplicidade.

Será que nada é agora (de facto) o mundo de alguém?

Afinal nada, não foi nada para mim....

Inconstância


Complexo seria o termo a usar por um amigo meu, para definir o que eu chamo de complicado ou irresolúvel. Sentir-me inconstante é então para mim (nessa base), complexo.

Momentos de felicidade tornam-se efémeros devido a essa inconstância, sendo preocupante que ela se aplique mais a eles do que aos menos felizes que conseguem torna-se a ela imunes, permanecendo assim mais vincados na minha memória.

É querer o que não quero...pior...é não querer o que quero, o que preciso! É a insatisfação permanente, a dúvida constante, e por fim, o disfarce.

A máscara forte, fria e calculista, não passa de um escudo que protege a fragilidade de quem se preocupa com o sofrimento alheio, tanto ou mais do que com o seu próprio.
O sofrimento de querer seguir um caminho que resulta penoso para outros é uma luta constante, impeditiva de atingir em pleno os objectivos traçados, ainda que em traços pouco definidos.
Daí advém a auto-flagelação mental, por actos que não chegam a ser concretizados, mas apenas idealizados.

A necessária metamorfose é um processo lento e penoso, ao qual (na minha perspectiva) deveriam ser alheios, factores de pressão.
A inconstância retarda o processo, aumentando proporcionalmente no tempo, a insegurança.

Existe a atracção pelo desconhecido e o terror de conhecer. O desejo de ser, e o medo de assumir. A vontade de ter e o receio de aceitar.
Existe ainda a necessidade de apagar o passado e a tentação de o reviver, mas aqui, como que por “takes” num filme: cortando e montando...cortando e montando. E a dificuldade surge quando as imagens se sobrepôem!

Existe ainda o acto de escrever para concluir que nada tinha para dizer!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Regressão



São imagens que giram rápido; são rostos, odores, sons, melodias, factos, que surgem na memória com áurea de “regressão a vida passada”, mas passada porque vivida.
Assolam o pensamento com uma velocidade, como que imposta por um fim próximo.
A saudade do bom, misturada com a saudade do mau, em momentos em que devia ter sido bom, porque era efémero e ultrapassável, e algo novo viria ajudar ao esquecimento.
Saudade do tempo em que tempo parecia infinito e os projectos podiam ser adiados sine die; o tempo em que o “amanhã” tinha o peso do sonho...

Pessoas cuja existência parecia ter sido ignorada, adquirem a importância de serem lembradas....recordadas....valorizadas e passaram de meras névoas, a imagens concretas, definidas, com expressão.

O turbilhão de ideias incomoda, perturba, preocupa, massacra e convida à reflexão.
Mas não sobra espaço para reflectir, para ordenar as ideias, para entender o motivo de tal invasão.

O trauma da solidão podia ser a resposta, mas esse não deveria ter outros contornos, que não os do sacrifício no convívio ou a vontade e necessidade de isolamento?

Como explicar o sentimento de solidão no centro das atenções e os convites frequentemente recusados, sem arrependimento, mas apenas com alguma culpa?

Surge a vontade de reviver factos e rever pessoas, como se o tempo já fosse escasso e a oportunidade imperdível. Mas como explicar aos “fantasmas do passado” que afinal tiveram existência ou fundamento? E como lidar com o medo da confrontação?

São as recordações que ajudam a acordar e são elas que embalam para dormir! São as longínquas baralhadas com as recentes...as de ontem...às vezes as de hoje. Perturbante recordar o presente como passado, não o admitindo como futuro!

Resta a esperança de que este apontamento seja relido no futuro, na condição de: “to delete”.

quadro de myself